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Desenvolve MT leva orientações e linha de crédito a empreendedores em Campo Verde e Nobres

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A Desenvolve MT – Agência de Fomento de Mato Grosso esteve presente nos municípios de Campo Verde e Nobres, para apresentar as linhas de crédito e reforçar o compromisso da instituição com o fortalecimento dos pequenos e médios empreendedores do interior de Mato Grosso. Os encontros reuniram mais de 240 pessoas, nesta quarta-feira (24.9), entre empresários, acadêmicos e representantes locais, que puderam conhecer de perto as oportunidades de financiamento e apoio oferecidas pela agência.

Em Campo Verde, o evento “Encontro de Gestão e Crédito Empresarial”, realizado por incubadoras de empresas e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, reuniu mais de 170 participantes no auditório da Escola Técnica Estadual. A programação contou com uma palestra sobre gestão financeira e a apresentação das linhas de crédito da Desenvolve MT, que, em parceria com o município, já liberou mais de R$1,3 milhão em 2025.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Campo Verde, Henrique Soares, destacou a importância da parceria. “A gente está muito feliz de poder realizar mais um evento em parceria com a Desenvolve MT, porque ela tem realizado um trabalho muito importante junto aos empresários do município. Quando temos um pequeno negócio, muitas vezes precisamos de ajuda para alavancar, comprar uma máquina ou melhorar um serviço, e isso é possível através das operações de crédito. Esse trabalho em parceria com a Sala do Empreendedor tem feito a diferença em Campo Verde”, disse.

Para a empreendedora Bruna Décio, proprietária de um estúdio de beleza em Campo Verde, o evento abriu novas perspectivas. “Fiquei muito surpreendida porque as taxas de juros são muito boas. Eu, como mulher empreendedora, quero buscar o topo e vi nessa linha de crédito uma oportunidade maravilhosa. Tenho certeza que muitas mulheres aqui em Campo Verde vão amar essa possibilidade oferecida pela Desenvolve MT”, relatou.

Já em Nobres, mais de 70 pessoas participaram da palestra “Desenvolvimento Local e Regional”, evento promovido pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio. O encontro abordou temas como compras governamentais, acesso às linhas de crédito oferecidas pela Desenvolve MT e demais iniciativas voltadas ao fortalecimento dos negócios locais.

Na sequência, a gerente de fomento da Desenvolve MT, Ava Clair, apresentou as diferentes linhas de crédito disponíveis, explicando como micro e pequenos empresários podem acessar recursos para ampliar seus negócios, investir em inovação e fortalecer a economia local.

“Nosso objetivo é estar cada vez mais próximos dos empreendedores, mostrando que o crédito é uma ferramenta estratégica para quem deseja crescer de forma sustentável. Trabalhamos com condições acessíveis e pensadas para a realidade de cada segmento, porque acreditamos que apoiar os pequenos e médios negócios é investir no desenvolvimento de todo o Estado”, falou.

As duas agendas reforçam o trabalho da Desenvolve MT em estar próxima dos empreendedores em diversas regiões do Estado, levando informações, crédito facilitado e apoio para que pequenas e médias empresas possam crescer, gerar empregos e movimentar a economia.

*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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