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4ª Mostra Estadual de Escolas Técnicas da Seciteci tem participação recorde

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A 4ª edição da Mostra Estadual de Escolas Técnicas (MEET) teve participação de todas as 17 Escolas Técnicas Estaduais, com um total de 473 trabalhos, números que apontam uma uma participação recorde. O evento, iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), foi realizado entre 26 de junho e 4 de julho.

O total de trabalhos apresentados é cerca de 165,7% maior que o registrado em 2024, quando houve 178 inscrições.

A diversidade temática também marcou a edição deste ano, com 262 trabalhos na área de Ciências Ambientais e Agrárias, 158 de Saúde e Bem-estar, e 60 de Engenharia e Design, sendo 265 projetos de ensino, 117 projetos científicos e 98 projetos de extensão.

O evento envolveu 1.850 alunos, sob a orientação de 120 professores, além de 119 servidores que garantiram a organização das comissões Central, Locais e no Comitê Científico.

Segundo a presidente da comissão organizadora da MEET, Elinez Rocha, o trabalho dos gestores, professores e servidores teve um papel decisivo na geração de engajamento da comunidade local.

“Os números recordes de alunos e servidores participantes refletem uma confiança e credibilidade institucional consolidada pela Seciteci”, afirma.

A coordenadora também chamou a atenção para a forte participação dos pais dos alunos. “Um grande destaque foi a presença de vários pais. Esse acompanhamento proporcionado pelas Mostras Científicas deixa os parentes e a comunidade mais próximos da evolução dos alunos e certamente fortalece as relações familiares”, ressalta Elinez.

Parte do processo de avaliação demandava que os trabalhos fossem postados em uma rede social e a ampla visibilidade do evento também foi refletida no engajamento virtual. Os vídeos publicados alcançaram aproximadamente 230 mil visualizações, demonstrando interesse da comunidade escolar e da sociedade na produção técnico-científica da ETEC.

As equipes que participaram da MEET agora concorrem a uma premiação dividida em dois segmentos: aluno e professor orientador. Serão premiados 1ª, 2º e 3º colocações de cada categoria.

No segmento aluno, a premiação consiste em: um smartphone (1º lugar), um tablet (2º lugar) e um Smart Speaker Amazon Echo Dot (3º lugar). Para os professores orientadores, a premiação será: Kit Professor Tech, composto por um tablet, uma mochila; um projetor 4K HD (150 polegadas) e um controle apresentador de slides (1º lugar); um Smartphone (2º lugar) e um tablet (3º local).

Os projetos ganhadores da MEET também estarão automaticamente classificados para a 17ª Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI), que será realizada em outubro durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCTI), em Cuiabá.

O resultado final da Mostra será divulgado no dia 14 de julho, no site da Seciteci.

*Sob supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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