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Palmeiras arranca empate com o Vitória no Barradão e mantém invencibilidade no Brasileirão
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Em um confronto disputado e com ares de superação, o Palmeiras arrancou um empate em 2 a 2 contra o Vitória neste domingo, no Barradão, em partida válida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado permite ao Verdão manter sua sequência invicta na competição, apesar das dificuldades enfrentadas. Os gols do time baiano foram de Renato Kayzer e Erick, enquanto Piquerez, de pênalti, e Flaco López garantiram o ponto para o Alviverde.
Com o foco voltado para o decisivo Derby no meio de semana pela Copa do Brasil, o técnico Abel Ferreira optou por uma escalação recheada de reservas. Contudo, ao longo do segundo tempo, a necessidade de buscar o resultado fez com que o treinador acionasse peças importantes do elenco, como Piquerez, Facundo Torres, Vitor Roque, Evangelista e Sosa, que entraram em campo para mudar o cenário da partida.
O empate leva o Palmeiras a 33 pontos, consolidando a terceira posição na tabela. A equipe está a quatro pontos de distância de Flamengo e Cruzeiro, líderes e vice-líderes, respectivamente, e ainda possui um jogo a menos que o Rubro-Negro e dois a menos que a Raposa, mantendo vivo o sonho da ponta.
Primeiro tempo
Apesar de um início promissor do Palmeiras, com Flaco López e Marcos Rocha criando a primeira chance aos três minutos, e uma cabeçada perigosa de Emiliano Martínez que passou por cima, o Vitória soube se organizar. Após os primeiros dez minutos de superioridade alviverde, o time baiano ajustou a marcação e começou a impor dificuldades. Aos poucos, o Leão equilibrou as ações e, após um erro de passe na saída de bola de Benedetti, Pepê arriscou de longe, mas parou em Marcelo Lomba.
A melhor oportunidade do Verdão na primeira etapa veio aos 21 minutos, quando Luighi, lançado por Marcos Rocha, invadiu a área, mas não conseguiu a finalização ideal. A resposta do Vitória não tardou, e a equipe de casa foi mais eficiente. Aos 33 minutos, Renato Kayzer aproveitou um erro de Allan no campo de defesa, recebeu passe de Ronald Lopes e, em velocidade, superou Benedetti para chutar cruzado e rasteiro, balançando as redes de Marcelo Lomba e abrindo o placar para o Vitória. Antes do intervalo, Lomba ainda precisou fazer uma grande defesa em chute forte de Baralhas, mantendo a desvantagem mínima para o Palmeiras.
Segundo tempo
A etapa final começou com o Vitória buscando ampliar. Logo no primeiro minuto, Luighi foi derrubado, mas em posição irregular. Em seguida, uma cabeçada desviada de Kayzer após cruzamento de Osvaldo exigiu nova intervenção de Lomba. O Palmeiras, mesmo com as primeiras substituições buscando mais ofensividade, viu o Vitória pressionar e chegar ao segundo gol aos 17 minutos. Erick, em jogada individual pela direita, driblou Piquerez e finalizou com força, sem chances para Lomba, marcando um golaço.
A desvantagem de dois gols e a entrada dos titulares acenderam o alerta no Palmeiras. Aos 24 minutos, em um momento crucial, Sosa tabelou com Facundo Torres, recebeu de volta na área e foi derrubado por Renato Kayzer. Pênalti marcado, e Piquerez, com frieza, converteu, diminuindo o prejuízo para 2 a 1. O gol impulsionou o Verdão, que seguiu buscando o empate.
A persistência do Palmeiras foi recompensada nos minutos finais. Aos 40 minutos, Ramón Sosa, pela esquerda, fez um cruzamento preciso para Flaco López, que cabeceou com força e deixou tudo igual no Barradão, garantindo um ponto importante para o Palmeiras fora de casa e a manutenção da sua invencibilidade no Campeonato Brasileiro.
Próximos compromissos:
O Verdão agora vira a chave para a Copa do Brasil, onde tem um desafio gigantesco. Na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), o Palmeiras recebe o Corinthians no Allianz Parque pelo jogo de volta das oitavas de final, precisando reverter o placar adverso de 1 a 0 sofrido na ida. Pelo Brasileirão, o time de Abel Ferreira retorna a campo no domingo, às 16h (de Brasília), novamente no Allianz Parque, para enfrentar o Ceará pela 19ª rodada. Já o Vitória terá pela frente o São Paulo, no Morumbis, no sábado, às 18h30.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 2X2 PALMEIRAS
Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data: 03/08/2025
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Douglas Pagung (ES)
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
Cartões amarelos: Erick, Renato Kayzer, Renzo López e Raul Cáceres (Vitória); Micael e Weverton (do banco) (Palmeiras)
Gols: Renato Kayzer, aos 33′ do 1°T, e Erick, aos 19′ do 2°T (Vitória); Piquerez, aos 24′ do 2°T, e Flaco López, aos 40′ do 2°T (Palmeiras)
VITÓRIA: Lucas Arcanjo; Cácares (Claudinho), Zé Marcos, Lucas Halter e Maykon Jesus; Pepê, Ronald Lopes (Rúben Ismael), Baralhas; Erick (Fabri), Osvaldo (Edu) e Renato Kayzer (Renzo López). Técnico: Fábio Carille
PALMEIRAS: Marcelo Lomba; Marcos Rocha, Benedetti, Micael e Vanderlan (Piquerez); Emiliano Martínez, Allan (Sosa) e Raphael Veiga (Lucas Evangelista); Luighi (Facundo Torres), Thalys (Vitor Roque) e Flaco López. Técnico: Abel Ferreira
Fonte: Esportes
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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude
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Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.
Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.
Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.
Já estava escrito
“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.
Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.
“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.
A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.
Legado construído com exemplo
Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.
Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.
Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.
Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.
Apoio incondicional
Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.
Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.
Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.
Adoção
Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.
Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.
Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.
Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.
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