Esportes
Cruzeiro empata com Atlético-MG e vê liderança do Brasileirão mais distante
Esportes
;
Em um Clássico Mineiro movimentado pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, Cruzeiro e Atlético-MG empataram em 1 a 1 na Arena MRV, na noite desta quarta-feira. Matheus Pereira abriu o placar para o Cabuloso, que viu Ruan igualar para o Galo. A Raposa, mesmo com um jogador a menos em parte do segundo tempo, mostrou resiliência para garantir um ponto fora de casa contra o maior rival.
O resultado, contudo, não foi ideal para o Cruzeiro, que viu Palmeiras (1º) e Flamengo (2º) vencerem suas partidas. A Raposa mantém a terceira colocação, agora com 53 pontos, enquanto o Palmeiras lidera com 61 e o Flamengo tem 58. O Atlético-MG, por sua vez, segue na 14ª posição do Brasileirão, com 33 unidades conquistadas.
Primeiro tempo
A primeira etapa do clássico foi marcada por um grande equilíbrio tático e poucas oportunidades claras de gol para ambos os lados. O Atlético-MG teve maior posse de bola e ameaçou com Dudu, que acertou a trave celeste, no lance mais perigoso do Galo. Pelo Cruzeiro, Matheus Pereira teve boas participações, mas não conseguiu concretizar as chances. Um momento de apreensão marcou o Atlético-MG quando o goleiro Cássio Ramos precisou ser substituído por protocolo de concussão, dando lugar a Léo Aragão.
Segundo tempo
O cenário mudou drasticamente no início do segundo tempo, com a partida ganhando em intensidade e com os gols saindo em sequência. Logo aos 2 minutos, o Cruzeiro abriu o placar em um contra-ataque fulminante. Após uma falha na saída de bola do Atlético, Kaio Jorge recuperou, avançou pela lateral e rolou para Matheus Pereira, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.
A resposta do Galo foi imediata. Apenas três minutos depois, aos 5, Bernard cobrou escanteio com precisão milimétrica, e Ruan Netto subiu mais alto que a zaga celeste para cabecear forte e certeiro, colocando a bola na gaveta de Léo Aragão e empatando a partida.
Apesar de ter jogado parte do segundo tempo com um a menos (detalhe não especificado no texto original, mas mencionado no resumo), o Cruzeiro conseguiu segurar o empate, demonstrando garra e organização defensiva para frustrar as investidas do rival.
Próximos compromissos
O Atlético-MG terá um desafio na próxima rodada, enfrentando o Corinthians na Neo Química Arena, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida está marcada para 18 de outubro de 2025, às 18h30.
O Cruzeiro jogará em casa, recebendo o Fortaleza no Mineirão, também pela 29ª rodada, no dia 18 de outubro de 2025, às 21h.
Fonte: Esportes
Esportes
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
;
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
-
Cultura7 dias atrásFérias: museus de São Paulo oferecem programação especial gratuita
-
Entretenimento6 dias atrásBianca Rinaldi homenageia enteada em aniversário e celebra relação de carinho
-
Polícia Federal6 dias atrásCCJ da Câmara aprova proposta que busca otimizar reforço vacinal
-
Variedades7 dias atrásMulheres pedem aprovação imediata do projeto que torna a misoginia crime
-
Política6 dias atrás‘Copa do Judiciário’ expande campanha para 2o Grau de jurisdição e aproxima TJMT do Selo Diamante
-
Agricultura4 dias atrásPecuária reage a exigências da União Europeia e cobra autonomia sobre uso de medicamentos
-
Polícia6 dias atrásPolícia Civil cumpre mandado de regressão cautelar em Porto Alegre do Norte
-
Entretenimento7 dias atrásAlessandra Ambrosio esbanja sensualidade ao fazer topless mar: ‘Entre a terra e o mar’
