Cultura

Salvador vai homenagear 110 anos do samba no carnaval de 2026

Publicado em

Cultura

A terra do Axé Music vai homenagear outro patrimônio cultural do Brasil no carnaval de 2026: o samba. Um dos ritmos mais consumidos pelo público brasileiro há muitas décadas — não só durante os festejos de Momo, mas ao longo de todo o ano — será o tema oficial do carnaval do ano que vem em Salvador.

A prefeitura da capital baiana anunciou o tema “110 Anos de Samba”, fazendo referência direta à gravação do primeiro samba no Brasil, em 1916: a música “Pelo Telefone”, de autoria de Donga e Mauro de Almeida.

A própria história desse marco do cancioneiro brasileiro tem ligações com a Bahia, já que teria sido composta pela dupla durante rodas de samba e improvisações no Rio de Janeiro, na casa da mãe de santo Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, uma baiana da cidade de Santo Amaro.

As primeiras gravações de “Pelo Telefone” também têm ancestralidade baiana: uma delas, instrumental, foi feita pela banda do 1º Batalhão da Polícia da Bahia; e a primeira gravação com letra foi realizada pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, conhecido no meio musical como Baiano – também nascido em Santo Amaro.

Nos próximos meses, a gestão municipal de Salvador vai lançar a campanha oficial com intervenções urbanas, conteúdos digitais e promoções colaborativas com artistas, blocos afros, comunidades e escolas de samba. A programação cultural também deve integrar subgêneros derivados do samba, como o pagode, o samba-reggae e o samba-enredo.

Desde 2007, o samba detém o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), enquanto o samba de roda do Recôncavo Baiano é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia desde 2020.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

Publicados

em

Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA