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Lei reconhece Rota Turística da Serra da Capivara no Piauí

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A Rota Turística da Serra da Capivara, no Piauí, acaba de ser reconhecida legalmente como mais um importante roteiro não só para o turismo, mas também para a arqueologia e a história mundial. O Projeto de Lei que reconhece a rota foi aprovado no final de abril pela Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado e foi sancionado esta semana.

Entre os objetivos da nova lei está o estímulo ao desenvolvimento das atividades turísticas nas cidades piauienses de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí, Coronel José Dias e São João do Piauí. Essas cidades abrigam os equipamentos culturais, de lazer, estadia e patrimônio ligados aos milhares de sítios arqueológicos da região.

A lei também prevê que a estruturação, a gestão e a promoção dos atrativos turísticos recebam o apoio dos programas oficiais do governo federal direcionados ao fortalecimento da regionalização do setor. 

No segmento econômico, a expectativa com a criação da rota turística é dar maior visibilidade e ampliar o reconhecimento internacional dos sítios arqueológicos, criando mais empregos e aumentando a renda local. Além disso, aumentar o investimento em infraestrutura, ampliar os eventos que valorizem o Patrimônio Cultural e Natural da região fortalecendo a conservação dos sítios.

Criado em 1979, o Parque Nacional Serra da Capivara abriga a maior concentração de pinturas rupestres do mundo, com mais de 1,3 mil sítios catalogados e 35 mil desenhos. As pinturas que retratam a fauna e cenas do cotidiano como rituais religiosos, partos, cenas de sexo e caça têm entre 6 mil e 50 mil anos. Em 1991, o parque recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco.


Fonte: EBC Cultura

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Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta

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A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.

A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi

Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.

Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
 


Fonte: EBC Cultura

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