Cultura
Festival Mimo segue até domingo em São Paulo; programação é gratuita
Cultura
Começou nesta sexta-feira (19) na capital paulista a 4ª edição do Festival Mimo, que reúne mais de 40 atrações gratuitas em espaços do centro da cidade, como o Vale do Anhangabaú e a Praça das Artes.

O festival busca democratizar o acesso à cultura com a ocupação de locais históricos da cidade e, até domingo, traz shows, ações educativas e mostra de cinema com uma seleção de filmes sobre figuras e estilos da música brasileira.
Programação gratuita
Entre os artistas nacionais que se apresentam no evento, estão Edu Lobo, que faz show nesta sexta-feira, às 20h, no Teatro Cultura Artística, e o grupo Cordel do Fogo Encantado, que toca no Vale do Anhangabaú, também às 20h.
No sábado (20), o palco do Vale do Anhangabaú recebe o funk e afrobeat instrumental do Bixiga 70 e no domingo (21), tem apresentações do músico pernambucano Ortinho com Maria Alcina, Carlos Malta & Pife Muderno, a rainha da ciranda Lia de Itamaracá com Karina Buhr e o encerramento fica por conta da Academia da Berlinda.
Atrações internacionais
Já entre os destaques internacionais estão o pianista de jazz cubano Roberto Fonseca, ex-integrante do Buena Vista Social Club, que se apresenta nesta sexta-feira às 21h30 no Vale do Anhangabaú, e o grupo estadunidense Annie and The Caldwells que leva um som gospel com grooves de soul, funk e disco para o Anhangabaú no sábado às 22h.
O Festival Mimo surgiu há 21 anos em Olinda em Pernambuco e já teve mais de 60 edições em dezenas de cidades celebrando a diversidade cultural.
O evento é gratuito e os detalhes da programação estão no site mimofestival.com.
Cultura
Tela Brasil: Lula lança plataforma com mais de 500 obras audiovisuais
Mais de 500 obras audiovisuais brasileiras disponíveis de forma gratuita. Isso é o que oferece a plataforma Tela Brasil, lançada neste sábado (30), pelo governo federal.

É o primeiro serviço público de streaming audiovisual, ou seja, vídeos sob demanda, do país. Entre as obras disponíveis estão curtas, longas e médias-metragens, filmes e séries, produzidos entre 1910 e 2025.
A seleção contempla diferentes formatos, períodos históricos, regiões do país e expressões culturais, como cinemas negros e indígenas, produções dirigidas por mulheres, conteúdos voltados à infância e juventude, além de obras ligadas à memória, à sustentabilidade, à justiça climática e às identidades culturais brasileiras.
Na cerimônia de lançamento da plataforma Tela Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente Lula afirmou que a ferramenta vai ajudar os brasileiros na compreensão do país.
“A Tela Brasil e o investimento em cultura que o Ministério está fazendo, a participação de vocês vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que que nós somos assim? Por que que nós fazemos assim? E a gente não tem nem informação de quanto a cultura representa pro desenvolvimento econômico, pro desenvolvimento profissional do nosso país. Cada coisa pequena, cada filme envolve milhares de pessoas, envolve centenas de pessoas trabalhando. Cada peça de teatro é centenas de pessoas, cada show musical é dezenas e centenas de pessoas. E a gente não tem dimensão. Mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”.
A ministra da cultura Margareth Menezes destacou que esse é um primeiro passo para fortalecer a soberania do povo por meio da cultura.
“Uma plataforma gratuita onde o povo brasileiro vai poder se ver, pesquisar, teremos ali uma diversidade grande da produção. Então, esse é o primeiro passo pra gente conseguir também fazer com que o povo se reconheça e fortalecer a nossa identidade, fortalecer o nosso audiovisual, fortalecer a soberania do nosso povo através da nossa cultura. É isso que o presidente falou: o povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, que as nossas histórias são lindas”.
Mais de 300 obras da Tela Brasil já têm recursos de acessibilidade como audiodescrição, legendagem descritiva e tradução em Libras. As demais receberão os recursos ainda neste ano.
Além da oferta gratuita de conteúdo, a plataforma foi concebida para operar sem publicidade, sem cobrança de assinatura e sem rastreamento comportamental para fins comerciais.
O acesso à plataforma será por meio do site telabrasil.cultura.gov.br, com login pela conta Gov.br. As versões para os sistemas Android e IOS estarão disponíveis em até 30 dias.
Ainda durante cerimônia de lançamento da plataforma foi assinado um acordo de parceria entre o Ministério da Cultura e a EBC, Empresa Brasil de Comunicação, para permitir a integração gradual do acervo da TV Brasil à plataforma Tela Brasil.
Ao todo, mais de 150 títulos da emissora pública serão disponibilizados, somando mais de 3 mil horas de conteúdo audiovisual brasileiro.
O acordo também prevê que futuros licenciamentos realizados pela EBC possam incluir a exibição das obras na Tela Brasil, ampliando o acervo disponível ao público.
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