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Dia do Quadrilheiro Junino: dançantes mantêm a cultura viva

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Se não pode haver São João sem dança de quadrilha, não pode haver quadrilha junina sem os dançantes que mantêm viva a cultura e a alegria das festas, por meio de cantos e gestos, além da tradição popular. E em homenagem aos responsáveis por essa animação, é celebrado nesta sexta-feira (27) o “Dia do Quadrilheiro Junino”. Ser quadrilheiro é mais do que dançar. É ensaiar com vontade, vestir a animação e empolgar o público.

As quadrilhas foram trazidas pela corte portuguesa ainda no começo do século 19. O que era uma dança de salões da elite parisiense, se tornou uma das principais formas de manifestação popular brasileira.

O que era uma dança de apenas quatro casais, se ampliou para até milhares de pares, como no caso de Campina Grande, na Paraíba, famosa por promover uma das maiores festas de São João do Brasil. 

Com elementos culturais, religiosos e folclóricos, as quadrilhas ganharam importância econômica e turística, principalmente na região nordestina.

No ano passado, a quadrilha junina foi reconhecida oficialmente como manifestação da cultura nacional, ao lado das escolas de samba, do forró e das festas juninas. 

E a melhor forma de comemorar é dançando. Na zona da mata pernambucana, por exemplo, acontece nesta sexta-feira a segunda noite do concuro da Federação Estadual de Quadrilhas Juninas. A etapa final da competição será na cidade pernambucana de Goiana, nos dias 5 e 6 de julho.


Fonte: EBC Cultura

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Em Cachoeira (BA), Festa da Boa Morte começa nesta quinta-feira

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Começa nesta quinta-feira (13) e segue até a próxima segunda (17) a Festa da Boa Morte, realizada há mais de 200 anos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A tradição secular é celebrada somente por mulheres que fazem parte da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reunindo missas, procissões, gastronomia e atividades culturais.

O administrador do centro cultural da Irmandade, Valmir dos Santos, explica como a organização tem trabalhado para preservar a tradição e receber cada vez mais visitantes na cidade histórica:

“As mulheres daqui preservam e salvaguardam isso com muito vigor. A gente sabe que não existe um livro, uma Bíblia, uma coisa para dar esse norte, para seguir, mas essa força ancestral, de uma passando para outra. E, depois, tiveram a inteligência de, já agora, no início do século XXI, criar um estatuto, justamente para salvaguardar esse processo.”

Segundo os historiadores, a Irmandade da Boa Morte surgiu a partir da união de mulheres que haviam sido escravizadas, com o objetivo de conseguir a alforria e facilitar a fuga de outros escravos. Desde então, as integrantes mantêm o legado das ancestrais, passando a tradição de mãe para filha e levando o espetáculo de devoção para as ruas da cidade, em uma homenagem a Nossa Senhora da Boa Morte.

A atual presidente da irmandade é Cleusa Maria Santana, que explica como é fazer parte da confraria e destaca o momento de maior emoção durante as celebrações:

“O momento mais importante para mim é o dia 15. É uma celebração de Nossa Senhora da Glória, na qual ela não morreu, foi uma dormição. E, no dia 15, ela é levada ao céu, a assunção da bem-aventurada Virgem Maria, a mãe de Jesus. A porta para a vitória da humanidade redimida, glória que alcançaremos acolhendo e vivendo a palavra de Deus.”

A programação completa, que segue até a próxima segunda-feira, pode ser conferida no perfil no Instagram @irmandadedaboamorte.oficial.




Fonte: EBC Cultura

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