Cultura
Com homenagem a Dias Gomes, Flipelô chega à 9ª edição
Cultura
Um verdadeiro caldeirão cultural, que une literatura e outros gêneros como música, teatro, artes visuais e gastronomia. Essa é a proposta da Flipelô, a Festa Literária Internacional do Pelourinho, que chega a sua 9ª edição, de 6 a 10 de agosto, no Centro Histórico de Salvador, na Bahia.

A programação é gratuita e apresentada pelo Ministério da Cultura, com realização da Fundação Casa de Jorge Amado. Angela Fraga, diretora-executiva da fundação, destaca que o evento vem crescendo e fala sobre os números desta edição.
“Esse ano teremos 11 espaços oficiais com programação e mais de 40 com programação da Flipelô+, onde cada espaço promove a sua própria atividade, independente da nossa iniciativa. Teremos também um recorde de personalidades internacionais, serão sete autores: Costa do Marfim, Índia, Portugal, Chile, Argentina, Estados Unidos, e isso é muito importante também.”
A expectativa de público para a atração é grande, como ressalta Angela:
“A expectativa de público é que a gente consiga bater a nossa marca, que foi ano passado, nos cinco dias de evento, tivemos mais de 250 mil pessoas transitando por aqui.”
A diretora menciona, ainda, a importância do evento para a economia do local:
“A gente percebe um fomento da economia do lugar. É um feedback que nós temos dos próprios comerciantes, lojistas, empreendedores, de que realmente o público que vem aqui é um público que consome, é um público bastante eclético. Nós temos programação infantil, programação para pessoas mais idosas, programação para pessoas com deficiência.”
Este ano, mantendo a tradição de celebrar pessoas ligadas ao universo de Jorge Amado, a Flipelô tem como homenageado o escritor baiano Dias Gomes. Os dois nasceram em Salvador e se destacaram por extensas e variadas produções literárias. Angela dá mais detalhes sobre a escolha do autor.
“Dias Gomes e Jorge Amado eram compadres, dois baianos brilhantes, que tiveram sucesso inclusive internacionalmente. Que tiveram essa capacidade de fazer uma releitura do nosso povo, da nossa cultura. E a gente achou por bem trazer para as novas gerações um pouco desse universo.”
Dias Gomes também teve grande sucesso como autor de telenovelas, entre elas O bem-amado, Saramandaia e Roque Santeiro.
Outras informações sobre a festa literária em flipelo.com.br.
Cultura
Nova edição do projeto Cariri Cangaço começa nesta quinta
A cidade pernambucana de Betânia recebe mais uma edição do projeto Cariri Cangaço, desta vez no mês em que se relembra o Massacre de Angico, ocorrido em 28 de julho de 1938. Na ocasião, o bando de Lampião foi surpreendido e emboscado por tropas policiais na Grota do Angico, interior do estado de Sergipe, culminando com a morte do líder, de Maria Bonita e outros cangaceiros.

No evento, que começa nesta quinta-feira (16) e segue até o próximo sábado (18), entre os principais atrativos estão as visitas a locais históricos da cidade de Betânia ligados ao cangaço. Estão previstas visitas aos sítios Taboquinha, Saco dos Pequenos e Melância, à comunidade Jurema e ao Centro de Betânia, onde serão abordados acontecimentos ligados à trajetória de Lampião e outros personagens ligados ao movimento cangaceiro.
A abertura do projeto é nesta quinta-feira, às 18h, no Clube Oásis do Sertão, com entrega de comendas para familiares das Volantes, dos Cangaceiros e das vítimas do bando de Lampião. Além da exibição do curta-metragem Achei no Sertão, do fotógrafo Aldamir Júnior, o evento tem a apresentação do grupo de xaxado Os Navieiros, e palestra com o historiador e pesquisador Louro Teles, autor do livro A maior batalha de Lampião: Serra Grande e a invasão de Calumbi.
Outro destaque é o lançamento do livro Martírio no Cangaço da escritora e pesquisadora Luma Hollanda, que aborda a vida e a trágica morte da cangaceira Lídia e de sua relação com Zé Baiano, outro membro do bando de Lampião. Luma é membro da Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino e do Grupo Sergipano de Estudos do Cangaço.
Criado em 2009 pelo cearense Manoel Severo, o Seminário Cariri Cangaço nasceu em Paulo Afonso, na Bahia, durante as comemorações do Centenário de Maria Bonita. Ao longo dos anos se transformou em um evento itinerante de grande alcance, promovendo o debate, a pesquisa e o fortalecimento da história e da identidade cultural do sertão nordestino.
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