Várzea Grande
“Vale dos Dinossauros” encanta famílias no Parque Bernardo Berneck com entrada gratuita em Várzea Grande
Várzea Grande
A Área de Proteção Ambiental (APA), o parque Bernardo Berneck, em Várzea Grande, se transformou em um verdadeiro cenário pré-histórico com a exposição “Vale dos Dinossauros”, que segue até o dia 20 de outubro. A atração é totalmente gratuita e tem encantado crianças e adultos com réplicas animadas e em tamanho real de criaturas que habitaram a Terra há milhões de anos.
A iniciativa é uma realização da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e integra as comemorações do Dia das Crianças.
Durante a semana, o público pode visitar o espaço das 16h às 20h, e nos finais de semana, das 15h às 20h, com o parque funcionando normalmente para caminhadas, corridas e passeios. As luzes e sons que reproduzem o ambiente jurássico completam a experiência, tornando o passeio uma verdadeira aula de história e diversão ao ar livre.
Entre os destaques da mostra estão o Pycnonemosaurus nevesi, símbolo paleontológico de Mato Grosso e encontrado na região de Chapada dos Guimarães, com seus impressionantes cinco metros de altura, e o gigantesco Tiranossauro Rex, que chega a dez metros e fascina o público de todas as idades.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Amorim, ressaltou que o evento une lazer, educação e conscientização ambiental:
“O Vale dos Dinossauros é uma iniciativa que desperta a curiosidade das crianças e das famílias, mostrando a importância da preservação da natureza. É uma exposição educativa, gratuita e acessível, que fortalece o turismo local e o uso responsável da APA Bernardo Berneck como espaço de convivência, aprendizado e lazer para todos”, destacou.
A programação da Semana da Criança também conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), que levará estudantes da rede municipal para visitas guiadas. O Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho, que atende crianças com deficiência e neurodivergentes, terá um dia especial com atividades adaptadas, garantindo inclusão e acessibilidade.
A moradora Valdete, que vive há 10 anos no bairro Parque do Lago, elogiou a iniciativa:
“Tá muito bonito! A família toda pode vir, as crianças ficam encantadas. Moro aqui há 10 anos e nunca vi um evento assim. Gostei demais da ideia!”, contou.
O visitante Sostenes Araújo também aprovou a atração. “Muito boa essa iniciativa da prefeitura de trazer os dinossauros pra cá. Tem cada um mais diferente que o outro, os tamanhos são excelentes e ainda emitem sons. Está muito bem feito!”, disse entusiasmado.
Para o secretário Ricardo Amorim, a proposta reforça o papel do poder público em promover eventos que unem cultura, ciência e cidadania:
“Queremos que as famílias vivenciem esse espaço, aprendam de forma divertida e se sintam parte dele. O ‘Vale dos Dinossauros’ é uma proposta lúdica e educativa que fortalece valores de preservação e convivência, mostrando que a cidade pode, sim, ser palco de grandes experiências culturais e ambientais”, finalizou.
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Várzea Grande
CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande
A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.
A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.
Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.
“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.
Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.
O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.
Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.
“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.
NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.
Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.
A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.
Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.
“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.
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