Várzea Grande
Travessia do Jardim Alá entra na fase final e será liberada até o fim de semana
Várzea Grande
Falta de manutenção prejudicou comunidades e prefeitura já está entregando a quarta travessia – obras totalmente refeitas e em concreto – em apenas dez meses da atual gestão
A Prefeitura de Várzea Grande avança para a fase final das obras de reconstrução da travessia da Rua São Sebastião, no bairro Jardim Alá, região do Mapim. A estrutura, destruída no início do ano durante as fortes chuvas, está sendo totalmente reerguida em concreto e deve ser liberada ao tráfego até o fim de semana.
Com esta intervenção, o Município chega à quarta travessia reconstruída. Todas foram destruídas pela força das águas no último período chuvoso. Esses acessos estavam em críticos da cidade e resultavam de anos sem manutenção adequada. As demais estruturas já entregues foram executadas nos bairros 23 de Setembro, Monte Castelo e Costa Verde. Dentro do plano contínuo de modernização da infraestrutura urbana e melhoria do sistema de drenagem.
A nova travessia do Jardim Alá tem 15 metros de comprimento por 4 metros de largura, construída com manilhas de 15 cm e concreto de 20 MPa, o que garante resistência e durabilidade. Para sustentar a obra e assegurar a qualidade da estrutura, foi executado um berço de concreto sobre base reforçada com pedra de mão (rachão), técnica que estabiliza o solo e amplia a vida útil da travessia.
O TRABALHO – Antes da concretagem, as equipes utilizaram 25 cargas de caminhão de material pétreo para formar a base de sustentação, além de realizar a limpeza completa do canal de passagem da água. Paralelamente, os maquinários seguem atuando na etapa de aterramento, recobrimento e fechamento dos cortes, finalizando os serviços de contenção e acabamento da via.
De acordo com o secretário municipal de Viação e Obras, Celso Pereira, o trabalho foi executado em ritmo intenso para restabelecer o acesso da comunidade no menor tempo possível.
“Nossa equipe atuou de forma contínua, priorizando qualidade e agilidade. Em uma semana conseguimos reconstruir uma estrutura segura e duradoura, com todas as etapas técnicas respeitadas”.
Com a conclusão prevista para esta semana, a travessia do Jardim Alá reforça o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande em executar obras estruturantes e duradouras, ampliando a capacidade de drenagem e melhorando as condições de mobilidade na região.
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Várzea Grande
CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande
A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.
A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.
Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.
“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.
Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.
O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.
Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.
“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.
NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.
Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.
A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.
Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.
“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.
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