Várzea Grande
Terça-feira é dia de oportunidades: 553 vagas de emprego em Várzea Grande
Várzea Grande
Manter o cadastro atualizado é essencial para não perder nenhuma vaga, e é fundamental que os interessados verifiquem semanalmente as novas oportunidades ofertadas
Toda terça-feira, o Sine VG, serviço da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, localizado no 2º andar do Várzea Grande Shopping, abre um verdadeiro leque de oportunidades para quem busca emprego. O atendimento é gratuito e oferece cadastramento e orientação para trabalhadores de diferentes perfis.
O secretário Mário Quidá Neto reforça a importância de manter os dados atualizados no Sine VG. Segundo ele, “manter o cadastro atualizado é essencial para não perder nenhuma vaga, e é fundamental que os interessados verifiquem semanalmente as novas oportunidades”.
Nesta semana, estão disponíveis 553 vagas, atendendo desde quem busca o primeiro emprego até profissionais com experiência. “Toda terça-feira representa uma nova oportunidade para os candidatos que desejam iniciar ou avançar em sua trajetória profissional”, enfatiza Quidá.
Entre os cargos estão: Açougueiro (1), Ajudante de Carga e Descarga (13), Ajudante de Obras (30), Ajudante de Padeiro (5), Armador de Ferragens na Construção Civil (1), Almoxarife (1), Atendente de Balcão (2), Analista de Recursos Humanos (1), Assistente de Vendas (4), Atendente de Lanchonete (4), Auxiliar Contábil (1), Atendente de Lojas (1), Auxiliar Administrativo (2), Auxiliar de Escritório (2), Auxiliar de Armazenamento (6), Auxiliar de Encanador (1), Auxiliar de Estoque (3), Auxiliar de Expedição (1), Auxiliar de Limpeza (72), Auxiliar de Faturamento (1), Auxiliar de Linha de Produção (127), Auxiliar de Mecânico de Autos (3), Auxiliar de Operação (3), Auxiliar Geral de Conservação de Vias Permanentes Trilhos (5), Balanceiro (55), Chefe de Serviço de Limpeza (10), Carpinteiro (4), Consultor de Vendas (2), Controlador de Acesso (1), Cortador de Carne em Matadouro (20), Cozinheiro em Restaurante (6), Desossador (20), Eletricista (4), Encarregado de Manutenção (3), Encanador (1), Estoquista (1), Frentista (6), Gerente de Bar, Cantina e Restaurante (2), Inspetor de Qualidade (1), Instalador de Película Automotiva (1), Lubrificador de Automóveis (6), Margarefe (20), Mecânico de Manutenção de Aparelho de Refrigeração (3), Mecânico de Manutenção e Instalação Elétrica (2), Monitor de Sistema Eletrônico Interno (1), Monitor de Sistema Eletrônico de Segurança Interno (1), Monitor Externo de Alarme (1), Motorista Carreteiro (5), Motorista de Caminhão (6), Motorista de Caminhão Guincho Pesado com Munk (1), Motorista Entregador (2), Oficial de Manutenção (4), Oficial de Manutenção Civil (10), Operador de Caixa (10), Operador de Empilhadeira (1), Operador de Empilhadeira Elétrica (5), Pedreiro (5), Pintor de Obras (1), Promotor de Vendas (3), Recepcionista Atendente (4), Repositor de Mercadorias (1), Retalhador de Carne (20), Serralheiro (2), Servente de Obras (3), Soldador (1), Técnico em Segurança do Trabalho (3), Vendedor Interno (8), Vigia (2) e Vigia Noturno (2).
Várzea Grande
CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande
A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.
A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.
Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.
“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.
Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.
O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.
Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.
“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.
NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.
Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.
A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.
Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.
“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.
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