Várzea Grande
Prefeitura intensifica limpeza e manutenção em córregos e travessias para prevenir alagamentos em Várzea Grande
Várzea Grande
Recentemente, uma grande intervenção foi realizada no córrego localizado nas proximidades do Aeroporto Marechal Rondon, ponto que já registrou alagamentos em anos anteriores, inclusive, atingindo as dependências do shopping da região. A situação foi provocada, à época, pela falta de limpeza e manutenção adequada do leito e das margens do córrego
A Secretaria Municipal de Viação e Obras de Várzea Grande vem intensificando as ações de limpeza, desassoreamento e reconstrução de travessias em diferentes regiões do município, como parte do projeto de manutenção preventiva e melhoria do sistema de drenagem urbana. O objetivo é garantir o escoamento adequado das águas pluviais e evitar transtornos durante o período chuvoso.
Recentemente, uma grande intervenção foi realizada no córrego localizado nas proximidades do Aeroporto Marechal Rondon, ponto que já registrou alagamentos em anos anteriores, inclusive, atingindo as dependências do shopping da região. A situação foi provocada, à época, pela falta de limpeza e manutenção adequada do leito e das margens do córrego.
Com o trabalho executado, o trecho recebeu serviços de desobstrução, retirada de entulhos, vegetação e resíduos acumulados, o que melhora o fluxo da água e reduz o risco de transbordamentos.
Além dos córregos, outros pontos da cidade também receberam obras de reconstrução e reforço de travessias, acessos já levados pela força das águas durante chuvas, refletindo mais uma vez, a razão da falta de manutenção acumulada ao longo dos anos.
Essas travessias foram reerguidas com maior qualidade, segurança e durabilidade, beneficiando regiões como os bairros Monte Castelo, Costa Verde, 23 de Setembro, Jardim Alá, Alameda e Construmat.
As equipes de Obras também estão atuando na limpeza e manutenção de bocas de lobo, tubulações e canais de escoamento, garantindo o funcionamento pleno da rede de drenagem e a prevenção de pontos de alagamento.
De acordo com a Secretaria de Viação e Obras, Várzea Grande possui aproximadamente 290 pontos de córregos e canais. Em apenas nove meses, 70 ações de limpeza e desassoreamento já foram executadas, priorizando as áreas centrais e os locais de maior criticidade, muitas dessas intervenções com obras estruturais.
A Secretaria destaca que todas as demais ações e serviços de manutenção são executados diretamente por equipes próprias, com maquinário e servidores da Secretaria Municipal de Viação e Obras, seguindo um cronograma diário de intervenções definido com base em avaliações técnicas e critérios de prioridade, inclusive aos finais de semana.
Essas iniciativas integram o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande em fortalecer a infraestrutura urbana, prevenir alagamentos e garantir mais segurança e qualidade de vida à população.
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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população
“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.
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