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Gerentes das UBS recebem capacitação sobre acompanhamento de exames laboratoriais

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Ao entender como o sistema funciona e como otimizar os fluxos, as unidades podem ofertar mais agilidade no atendimento aos pacientes. Essa é mais uma etapa da formação continuada que vem sendo ofertada pela nova gestão municipal

Visando otimizar os processos internos das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Várzea Grande e garantir mais agilidade e eficiência no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a Superintendência da Atenção Primária realizou, na semana passada, um dia de capacitação voltado aos gerentes das unidades com foco na qualificação do acompanhamento das solicitações de exames laboratoriais via SISREG (Sistema de Regulação).

Para Márcio Frederico de Arruda, superintendente da Atenção Primária, o encontro buscou qualificar os profissionais quanto aos processos de trabalho desenvolvidos na Atenção Primária, fortalecer os fluxos de trabalho da rede e dar mais agilidade nos processos de atendimento. “A capacitação foi voltada às estratégias do sistema de regulação para melhorar o monitoramento das solicitações de exames laboratoriais e a qualificação do processo. Com isso, os profissionais são capacitados a entender como o sistema funciona e como otimizar os fluxos, trazendo mais agilidade aos usuários”, destacou o superintendente.

Para a gerente da UBS Cabo Michel, Nillyanne Oliveira, a capacitação representa um avanço significativo no dia a dia das unidades. “Esse tipo de treinamento nos ajuda a repassar as informações para toda a equipe e, assim, orientar melhor os usuários. Quando a gente trabalha em equipe, o resultado vem com excelência. Toda capacitação contribui para o aprimoramento do funcionamento do sistema de saúde”, avaliou.

A nova dinâmica do sistema traz mais celeridade e autonomia para a unidade de saúde no que diz respeito aos pedidos e cancelamentos dos exames laboratoriais e é vista com bons olhos pela gerente da UBS Parque do Lago, Rosália Fátima da Silva. “A mudança no sistema e o novo acompanhamento das solicitações de exames laboratoriais vão proporcionar mais autonomia às unidades de saúde, o que permitirá uma maior agilidade no atendimento ao paciente”, acredita.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, reforçou que iniciativas como essas contribuem diretamente para a qualidade da assistência prestada à população. “A melhoria da qualidade na assistência prestada aos nossos usuários começa pela organização da nossa rede de serviços. É isso que estamos fazendo: exercendo nosso papel orientativo e de acompanhamento”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde segue investindo na formação continuada das equipes da atenção primária, promovendo encontros técnicos e capacitações com o foco na humanização e na eficiência dos serviços ofertados à população.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Entre lágrimas, abraços e esperança: Histórias de quem dedica a vida ao cuidado da população

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“Eu saí no quintal para chorar”. A frase simples, dita pela Agente Comunitária de Saúde, Francisca dos Santos Barata, carrega quase duas décadas de dedicação ao cuidado com o próximo. Aos 70 anos, Francisca revive na memória uma das cenas mais marcantes da sua trajetória: a visita a uma moradora encontrada debilitada, sozinha, desidratada e tomada por piolhos dentro da própria casa, na região do Capão Grande.
Agente Comunitária de Saúde da Unidade Maria José Pedrosa, do bairro Capão Grande, desde 2007, Francisca lembra que, ao ver a situação da paciente, sentiu o coração apertar. Voltou ao local junto com a enfermeira-chefe da unidade, e juntas, iniciaram um verdadeiro mutirão de cuidado humano. Deram banho na paciente, limparam a casa, providenciaram roupas e lençóis e passaram a acompanhá-la constantemente.
“Eu peguei roupa da minha casa para ajudar ela. A gente acompanhava, fazia visitas, conversava. Ela estava em depressão por problemas familiares”, relembra emocionada.
O cuidado contínuo mudou a vida da moradora, que conseguiu superar o quadro de abandono e reconstruir a própria história. Hoje vivendo no Rio Grande do Sul, ela mantém contato frequente com Francisca e costuma repetir uma frase que emociona a agente até hoje: “Se não fosse você, eu não estaria viva”.
Histórias como essas mostram que a rotina dos agentes vai muito além das visitas domiciliares. É um trabalho silencioso, diário e profundamente humano.
CATEGORIA VALORIZADA – No último dia 25, a Prefeitura realizou a posse de 48 Agentes de Combate às Endemias e de 86 Agentes Comunitários de Saúde. A efetivação dos profissionais foi possível após uma articulação inédita conduzida pela prefeita Flávia Moretti (PL), junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que autorizou a incorporação dos ACS e ACE ao regime estatutário, tornando Várzea Grande o primeiro município do estado a cumprir a Lei Federal nº 14.536/2023 e servindo de referência na valorização e reconhecimento desses profissionais.
Entre os profissionais empossados também estava Suzana Nádia Romão, Agente de Combate às Endemias que iniciou a carreira aos 19 anos e hoje soma 24 anos de atuação. “É um momento de vitória, inexplicável, sem palavras. Só quero agradecer”, disse emocionada durante a cerimônia.
Mas foi ao lembrar de uma história vivida há 16 anos que Suzana traduziu o tamanho do vínculo criado com a comunidade ao longo da profissão.
Ela conta que uma colega de trabalho havia sido vítima de feminicídio. A notícia se espalhou rapidamente e chegou até uma antiga área onde Suzana atuava. No horário de almoço, uma moradora apareceu desesperada na frente da casa dela, pedalando uma bicicleta.
“Ela gritava no meu portão. Quando eu apareci, ela jogou a bicicleta no chão e veio me abraçar com as mãos tremendo, geladas. Ela dizia: ‘Ô minha baixinha, não foi você? Achei que era você que aquele homem tinha matado’”, relembra.
Naquele instante, Suzana chorou junto com a moradora. “Ali eu tive a confirmação de que estava exercendo a profissão que Deus preparou para mim. Eu percebi que estava deixando um legado por onde passava, criando vínculos não só profissionais, mas humanos”, disse.
As histórias de Francisca e de Suzana representam a realidade de centenas de agentes que enfrentam sol, chuva, distância e dores sociais diariamente para garantir dignidade, prevenção e acolhimento à população.
Mais do que profissionais da saúde pública, eles se tornaram presença constante na vida de milhares de famílias — muitas vezes sendo o primeiro abraço, o primeiro cuidado e a primeira esperança dentro de uma casa que não é a deles.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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