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Campanha incentiva homens a procurarem atendimento médico em Várzea Grande

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Segundo a Secretaria de Saúde, a partir dos 40 anos, é fundamental que os homens realizem consultas com o urologista, médico especializado na saúde do sistema reprodutor masculino, para prevenção de doenças como câncer de próstata, câncer de pênis e outras anomalias

Após o vídeo divulgado pela prefeita Flávia Moretti sobre a importância da campanha Novembro Azul, mês dedicado à conscientização e aos cuidados com a saúde do homem, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande tem registrado um aumento significativo na procura por consultas com o médico urologista.

O movimento reforça a importância da iniciativa, que tem como foco a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata, além de outras doenças que afetam a saúde masculina.

Um dos exemplos é o do motorista Lindomar Cardoso, de 43 anos, que tomou a iniciativa de buscar atendimento após assistir ao vídeo da prefeita, compartilhado em um grupo de WhatsApp do qual faz parte. Mesmo com a rotina intensa de viagens, ele aproveitou um intervalo entre os compromissos para procurar a Secretaria Municipal de Saúde e solicitar encaminhamento para consulta e exames.

“Como motorista, passo muito tempo na estrada, e às vezes deixamos a saúde em segundo plano. Mas depois que vi o vídeo, resolvi vir e cuidar da minha saúde”, contou Lindomar.

Segundo a Secretaria de Saúde, a partir dos 40 anos, é fundamental que os homens realizem consultas com o urologista, médico especializado na saúde do sistema reprodutor masculino, para prevenção de doenças como câncer de próstata, câncer de pênis e outras anomalias.

Durante todo o mês de novembro, o Município realiza uma série de ações voltadas à saúde do homem. O ponto alto da campanha será o Dia D, no próximo sábado (8 de novembro), quando as 26 unidades de saúde de Várzea Grande estarão abertas das 8h às 17h, sem intervalo para almoço, oferecendo:

• Consultas médicas

• Testes rápidos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

• Atendimento odontológico (nas unidades que possuem cadeira odontológica)

• Vacinação

• E outros serviços voltados ao bem-estar masculino.

A ação integra as estratégias da Prefeitura de Várzea Grande para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde e estimular o cuidado preventivo, especialmente entre os homens, que ainda procuram menos as unidades de saúde.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande

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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.

A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.

Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.

“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.

Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.

O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.

Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.

“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.

NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.

Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.

A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.

Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.

“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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