Sorriso
Sorriso participa da Expo Turismo em Goiás
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Secretário adjunto Nelson Eduardo Pereira da Costa representa o município na Expo Turismo Goiás e em agenda da ANSEDITUR
Com objetivo de ampliar o posicionamento de Sorriso no cenário turístico e buscar novas oportunidades para o desenvolvimento do setor, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo, Nelson Eduardo Pereira da Costa, participa da Expo Turismo Goiás 2026, considerada uma das maiores feiras de turismo da região Centro-Oeste. O evento começa nesta quarta-feira (17) e segue até quinta-feira (18), no Centro de Convenções de Goiânia (GO).
Em sua sexta edição, a Expo Turismo Goiás deve reunir mais de 4 mil visitantes durante os dois dias de programação. A feira conta com 180 expositores nacionais e internacionais, que apresentam destinos turísticos, serviços de hospedagem, transporte, gastronomia e experiências turísticas. A programação inclui palestras, workshops, mesas-redondas e encontros voltados ao fortalecimento do setor.
Além da participação na feira, Nelson integra agenda promovida pela Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo (ANSEDITUR), que reúne gestores públicos de todo o país para debater temas como inteligência de dados, promoção turística, regionalização, governança e captação de recursos.
Durante o workshop, realizado em parceria com a área de Inteligência de Dados da Embratur, os participantes têm acesso a informações e ferramentas que permitem compreender melhor o perfil dos visitantes, identificar oportunidades de mercado e utilizar dados para fortalecer a promoção dos destinos turísticos.
Para o secretário adjunto, a participação em eventos dessa dimensão é fundamental para que os municípios ampliem sua competitividade e fortaleçam suas estratégias de desenvolvimento turístico. “Os municípios que se destacam são aqueles que se planejam, se conectam e conhecem os caminhos para acessar oportunidades. Participar de uma feira de turismo vai muito além de visitar estandes e distribuir material promocional. Os municípios que mais crescem no turismo são aqueles que sabem gerar conexões, atrair parceiros, captar oportunidades e transformar relacionamentos em resultados concretos”, disse Nelson.
Segundo Nelson, a troca de experiências e o acesso a informações estratégicas serão importantes para impulsionar as ações que vêm sendo desenvolvidas em Sorriso, especialmente no fortalecimento do Turismo Agro Sustentável e na promoção das potencialidades locais. “Os destinos que mais se destacam não são necessariamente os que possuem os maiores atrativos, mas aqueles que sabem construir relacionamentos, apresentar seus diferenciais e gerar oportunidades de negócios. Essa é uma competência que pode ser aprendida e aperfeiçoada”, completa.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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