Sorriso
Prefeitura e rede hoteleira alinham estratégias para fortalecer turismo em Sorriso
Sorriso
Em reunião realizada no auditório Farroupilha, hotéis discutem ações para ampliar recepção de visitantes
Na manhã desta quarta-feira, 03 de dezembro, o auditório Farroupilha, no Centro de Eventos Ari José Riedi, sediou reunião entre o prefeito Alei Fernandes, Nelson Eduardo Pereira da Costa, secretário adjunto de Turismo, Ronei Mazzardo, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo, e os proprietários de hotéis de Sorriso. O objetivo foi estreitar o diálogo com o trade de hospedagem.
Durante o encontro, o prefeito Alei Fernandes destacou o compromisso do Executivo municipal com o fortalecimento do comércio local, especialmente os hotéis, que representam a porta de entrada para turistas. “Queremos garantir que quem chega à nossa cidade seja bem acolhido e encontre facilidades. Turismo se faz com atrativos e serviço de qualidade”, disse.
Como parte das ações, cada empresário recebeu um display contendo um QR-code do portal oficial de turismo de Sorriso, Sorriso para Turistar, que concentra em um único local informações sobre hospedagem, gastronomia, atrações, mapas e roteiros. Os displays poderão ser instalados nos balcões dos hotéis, para que hóspedes escaneiem o QR-code e obtenham rapidamente dicas de restaurantes, entretenimento e os atrativos da região.
Para Nelson Eduardo, a iniciativa representa uma importante ponte entre o poder público e o setor privado. Segundo ele, é fundamental o diálogo aberto com a rede hoteleira, sobretudo num momento em que o movimento turístico em Sorriso vem crescendo, impulsionado por eventos esportivos, lazer e pelo fortalecimento da infraestrutura local. “A plataforma digital e essa aproximação com os hotéis são vitais para mostrar ao visitante o que Sorriso tem de melhor, e permitindo que o turismo se desenvolva de forma organizada e sustentável”, comentou.
Com o apoio da Prefeitura e da secretaria adjunta de Turismo, os empresários do setor hoteleiro sinalizaram disposição para integrar suas ofertas ao portal, garantindo visibilidade e fortalecimento do turismo local.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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