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Prefeito destaca potencialidades e desafios de Sorriso no LIDE Mato Grosso

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Evento reúne gestores de todo o estado para debater o desenvolvimento socioeconômico dos municípios

Reunir e conectar lideranças para fomentar negócios e legados, contribuindo para o fortalecimento da livre iniciativa e o desenvolvimento socioeconômico das nações. Essa é a missão do Fórum de Economia e Desenvolvimento Institucional LIDE Mato Grosso que segue durante toda esta terça-feira no Centro de Eventos Fatec/Senai em Cuiabá.

E para apresentar um pouco mais de Sorriso o prefeito Alei Fernandes participou do painel que debateu o “Desenvolvimento Regional e para onde caminhamos”. Além do prefeito sorrisensse o painel contou com a participação do senador Carlos Fávaro, do deputado estadual Wilson Santos, do prefeito de Sinop Roberto Dorner e do jornalista Igor Taques.

No evento, Alei salientou a transformação de Sorriso e de todos os municípios situados no eixo da BR-163. “Uma transformação que passa pelo agronegócio e também pela agregação de valor a tudo o que é produzido com a etapa da industrialização”, diz.

Alei destaca que hoje Sorriso vive uma nova realidade pontuada pelo próprio avanço tecnológico. “Sorriso produz 600 mil hectares de soja e algodão na primeira safra e já temos o entendimento de que há uma segunda safra – não mais a safrinha; em que esses 600 mil hectares são cultivados com milho dentre outras commodities; não só Sorriso passou por essa transformação produtiva, mas os nossos vizinhos como Sinop, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Ubiratã, dentre outros municípios da região”.

O gestor pontua que a grande produtividade atrai visibilidade. “É natural que o crescimento atraia tanto investidores como pessoas buscando uma oportunidade de trabalho e precisamos avançar em políticas públicas para todos os nossos cidadãos; temos consciência de que 33% da nossa população concentra um alto poder aquisitivo e a nossa missão é administrar para 100% da população”, detalha. Um dos avanços sociais citados pelo prefeito é a parceria com a Maternidade Amor de Mãe em que em menos de oito meses contabilizou a realização de 500 partos. O prefeito destacou que avançar em áreas como saúde, educação, políticas sociais voltadas para as mulheres e para as famílias são desafios trabalhados diariamente pela Administração.

Alei também abordou a importância dos avanços em relação à infraestrutura do médio norte e do norte de Mato Grosso. Para o gestor, as ferrovias irão marcar um período de grande avanço para o estado todo. A reestruturação do Aeroporto Regional Adolino Bedin de Sorriso e ampliação do Aeroporto João Figueiredo de Sinop, também são pontos vistos com entusiasmo pelo prefeito. “A logística de acesso é essencial para fortalecermos o crescimento de toda a região”.

O sorrisense lembrou ainda dos destaques econômicos e feiras regionais como o Show Safra de Lucas do Rio Verde e a Norte Show de Sinop “que mostram muito da tecnologia aplicada na nossa região”. Momento em que aproveitou para convidar os participantes do Lide a prestigiar GAFFFF (Global Agribusiness, Food, Festival & Forum) que será realizado em Sorriso em julho em uma parceria inédita entre a DATAGRO e a PBR Brazil, um evento que promete unir o agronegócio de ponta a entretenimento, gastronomia e cultura. O GAFFFF Festival promete transformar Sorriso, a Nacional do Agronegócio, no cenário internacional de sustentabilidade e inovação. “Estão todos convidados a viver esse momento com a nossa cidade”, disse.

Além de Alei, a primeira-dama e secretária da Mulher e da Família (Semfa), Mara Fernandes, e a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo de Sorriso (Semdet), Cristiane Santos, participam do evento em Cuiabá. Empresários locais também estão na capital do estado para acompanhar o Fórum.

Promovido pelo LIDE Mato Grosso em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o fórum trabalha como tema central a discussão sobre “Crescimento sustentável depende de instituições sólidas”. Conforme a organização do evento, a programação reúne nomes de destaque do cenário nacional, como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o senador Hamilton Mourão e o senador Carlos Fávaro, além de outras lideranças políticas e do setor produtivo.

O evento, pontua a ALMT, inclui debates sobre o cenário macroeconômico brasileiro, estabilidade institucional, ambiente de negócios, oportunidades de investimento e crédito, além do protagonismo de Mato Grosso na economia nacional e sua inserção no contexto global. A proposta é fomentar um diálogo qualificado entre os setores público e privado, com foco no fortalecimento das instituições.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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