Sorriso
Prefeito articula com a Nova Rota Oeste a execução do novo anel viário do município
Sorriso
Em uma articulação que será benéfica para a infraestrutura de toda a região, o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, avançou em uma negociação estratégica que pode destravar uma das obras mais aguardadas do município: o novo Anel Viário de Sorriso.
Durante reunião realizada em Cuiabá nesta terça-feira (18 de novembro), o presidente da Nova Rota Oeste, Cidinho dos Santos, assumiu o compromisso de executar a obra, desde que o Município elabore o projeto técnico a ser encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A Prefeitura e a concessionária alinharam que Sorriso ficará responsável pela elaboração do projeto completo, contemplando traçado, soluções de engenharia e os estudos técnicos necessários. Após finalizado, o documento será apresentado à ANTT para aprovação. Com o aval da Agência, a Nova Rota Oeste entrará com a execução integral da obra, garantindo a estruturação do novo corredor logístico para o município.
Para o prefeito, esse avanço representa um marco. “Chegamos a um entendimento histórico e, pela primeira vez, temos um caminho claro e concreto para tirar do papel o novo Anel Viário”, afirmou, complementando que a Nova Rota Oeste assumiu que, “aprovado o projeto, executará a obra, algo que Sorriso aguarda há mais de uma década”.
O economista Ednilson de Lima Oliveira, que acompanhou a reunião, reforçou que o traçado preliminar já está sendo discutido pela equipe técnica municipal. “Nossa missão agora é entregar um projeto sólido, moderno e compatível com a expansão urbana e o crescimento econômico de Sorriso, dado que será um anel viário pensado para os próximos 30 anos”, afirmou.
O novo anel viário deve retirar grande parte do fluxo de caminhões do perímetro urbano, melhorar a segurança viária, acelerar o escoamento da produção agrícola e integrar as principais rotas estaduais que convergem para o município.
“Com o compromisso firmado, Sorriso dá um passo decisivo rumo a uma obra que mudará radicalmente a mobilidade local e Prefeitura seguirá acompanhando todas as etapas para garantir que o projeto avance sem interrupções até sua execução definitiva”, asseverou Alei.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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