Sorriso
Palestra abordará uso racional de água
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Evento, voltado a servidores públicos que atuam como líderes de equipe, será realizado no Auditório da Atenas
No dia 14 de maio, às 13h30, o tema Sustentabilidade voltará à tona em mais uma atividade realizada pela Escola de Gestão, junto ao Procon municipal e à Águas de Sorriso. Com o tema “Água Consciente, Educação que Transforma”, representantes da concessionária de água e esgoto palestrarão sobre a importância da atuação conjunta para usar a água de modo racional.
“São pequenas ações, como observar se uma simples torneira está pingando, por exemplo, que fazem uma grande diferença”, destaca a psicóloga Verônica Berzuini, que integra a Escola de Gestão e está organizando o evento. Partindo da premissa que não existe um “Planeta B”, o foco da ação, especialmente voltada a líderes de equipes, é promover a sensibilização sobre o uso responsável da água no âmbito das repartições públicas.
No ano passado, exatamente no mesmo dia, e no mesmo local, o Auditório da Faculdade Atenas, o tema trabalhado com os servidores municipais foi o uso racional de energia elétrica. Com o tema “Consumo Consciente, Gestão Sustentável e Futuro Inteligente”, representantes da concessionária de distribuição de energia elétrica, a Energisa, palestraram sobre a importância de cada pessoa contribuir para o processo de revisão de comportamentos e adoção de novas condutas, sempre com o objetivo de utilizar a energia elétrica de modo racional.
Ligada à Secretaria de Administração (Semad) da Prefeitura de Sorriso, a Escola de Gestão atua no processo de formação contínua dos servidores municipais nas mais variadas áreas. “Falar sobre o uso racional de recursos, seja água, seja energia elétrica, ou mesmo material de expediente, por exemplo, é falar sobre um comportamento responsável, focado, não apenas no hoje, mas, principalmente, no amanhã”, afirma o coordenador da Escola de Gestão, Miro Ribeiro.
Sorriso
Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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