Sorriso
LDO 2026 estima orçamento superior a R$ 1 bi
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Orçamento para o próximo ano foi apresentado nesta terça-feira (16 de setembro), durante audiência pública
Para 2026, a Prefeitura de Sorriso estima a receita em R$ 1.059.384.000,00, superior à receita estimada para este ano, que é de R$ 900 milhões, e também à projetada, de R$ 1.049.310.025,01. A projeção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi apresentada na manhã desta terça-feira (16 de setembro), durante audiência pública, realizada pela Administração Municipal, via Secretaria de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplan), no Auditório Farroupilha do Centro de Eventos Ari José Riedi. Na oportunidade, o Executivo Municipal também apresentou o balanço dos últimos quatro meses.
Em seu esboço, a LDO 2026 projeta a que, para a área da Educação, devem ser destinados R$ 290.597.500,00. Já em Saúde, os números no próximo ano devem superar os R$ 230 milhões. Em infraestrutura, a meta é destinar R$ 92.705.400,00. À Câmara Municipal devem ser destinados R$ 30 milhões e à Ager Sorriso, R$ 1.384.000,00.
Titular da Seplan, Claudio Oliveira destaca que a LDO foi construída graças ao esforço conjunto de toda a gestão, e organizada de maneira integrada entre a Semad, a Seplan e a Semfaz. Na sequência, é elaborada a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha, item a item, as metas orçamentárias.
“Todo o trabalho, inclusive, é elaborado de maneira coletiva, com a análise criteriosa e valorosa dos nossos vereadores”, acrescenta Claudio, lembrando que, quem não pode comparecer à audiência, pode acompanhar o que foi apresentado na página da Prefeitura no YouTube. “A participação popular é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas que garantam pleno atendimento ao cidadão, com destaque para áreas prioritárias, como saúde, educação, assistência social e segurança pública, sem deixar de igualmente de contemplar áreas igualmente importantes, como a cultura, o esporte e a infraestrutura”.
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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária
Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.
Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.
“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.
Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.
Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:
“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.
Tecnologia aplicada à gestão fiscal
A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.
Entre as iniciativas, destacam-se:
Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;
Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;
Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas
Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.
ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã
Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.
Nesse contexto:
O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS
A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)
Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência
Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.
“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.
Sustentabilidade fiscal como política pública
A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:
Qualidade dos dados fiscais
Uso intensivo de tecnologia
Conformidade e regularização dos contribuintes
“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.
Transição da Reforma Tributária: o que muda
2026: fase de adaptação operacional
2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins
2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS
2033: IBS plenamente implementado
2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)
Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.
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