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Iniciou ontem, dia 4, curso de defesa pessoal para mulheres

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As técnicas de projeção (Nage-Waza), realizadas em pé, e técnicas de controle (Katame-Waza), realizadas no chão típicas do judô tomaram conta do ambiente da Associação Estudantil de Sorriso (AES) ontem, 04 de novembro, quando teve início o curso de Defesa Pessoal voltado especialmente para mulheres. Dez mulheres participaram da aula inicial ministrada pelo professor de judô Fábio Nogueira de Lima, faixa preta, 6° Dan pela Confederação Brasileira de Judô. A aula inaugural foi acompanhada de perto pela primeira-dama e titular da Secretaria da Mulher e da Família (Semfa), Mara Fernandes.

Fábio conta que recebeu um convite muito especial: ministrar aulas de defesa pessoal em um projeto dedicado a mulheres. Um projeto em que mais do que técnicas de defesa, busca resgatar a força interior, o equilíbrio e a confiança de cada participante. “As aulas vão muito além do físico”, afirma o professor.

“Queremos fortalecer corpo e mente, promover saúde, bem-estar e, principalmente, autoconfiança. Ensinar defesa pessoal é uma grande responsabilidade — não se trata de reagir a uma pessoa armada, mas de aprender a agir com serenidade e coragem diante dos desafios da vida”, pontua Fábio.

“O curso tem oito meses de duração e, além das aulas práticas, também serão ministradas palestras para fortalecer estas mulheres em todos os demais âmbitos afetados pela violência, como o emocional, por exemplo”, explica a gestora da Semfa, Mara Fernandes.

As aulas serão ministradas na sede AES e também na Casa Aconchego, uma vez por semana, organizadas em quatro turmas, nos seguintes horários: às terças, as aulas são pela manhã, das 7h às 8h na Casa Aconchego na Avenida Curitiba, n.º 3445 no bairro Bom Jesus. Também nas terças, das 19h às 20h, o curso será na sede AES na Avenida Paraná, n.º 453, no Benjamim Raiser. Nas quartas e sextas a formação será das 18h às 19h e das 19h às 20h, também na sede da AES.

“Precisamos estimular o autocuidado, o empoderamento, identificando situações que possam colocá-las em risco e sabendo se defender delas”, aponta Mara, reiterando que, mais que defesa pessoal, as mulheres possam traçar novas perspectivas e reforçar que “elas não só podem, como devem ser protagonistas de suas vidas, e estaremos aqui para apoiá-las no que for necessário”.

Ofertado em parceria pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Mulher e da Família (Semfa), Delegacia da Mulher e Associação Estudantil de Sorriso (AES), o curso é gratuito e voltado especificamente para mulheres acima de 16 anos. A formação é fruto do termo de colaboração 12/2025, viabilizado a partir de emenda impositiva do então vereador Iago Mella, com objetivo de promover a autoestima, o fortalecimento emocional e a autoproteção de mulheres que foram vítimas de violência doméstica.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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