Agricultura
Colheita chega a 94,8% e governo já divulga Zarc para safra 25/26
Agricultura
A colheita do milho de segunda safra 2024/25 avançou para 94,8% da área semeada no País até domingo (24), segundo levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O ritmo representa alta de 5,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Apesar do bom desempenho, há atraso de 3,1 pontos na comparação com igual período do ciclo passado, quando 97,9% já haviam sido colhidos. Em contrapartida, frente à média dos últimos cinco anos, de 92,6%, os trabalhos seguem adiantados em 2,2 pontos.
O maior produtor do grão, Mato Grosso, praticamente finalizou a colheita, com 99,9% da área concluída. Em seguida aparecem Paraná (95%), Goiás e Minas Gerais (93% cada) e Mato Grosso do Sul (85%). Nos estados do Matopiba, Piauí, Maranhão e Tocantins já encerraram os trabalhos. O avanço da colheita reforça o peso da segunda safra – também chamada de safrinha –, que responde por mais de 70% do milho produzido no Brasil.
Enquanto o campo avança, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta terça-feira (26.08), no Diário Oficial da União, o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para o milho safrinha da temporada 2025/26. O documento traz orientações de plantio para 14 unidades da federação: Acre, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins.
Além de indicar os períodos de menor risco climático para o cultivo, o Zarc é condição obrigatória para o produtor ter acesso a políticas públicas de apoio, como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A novidade é que, a partir do Plano Safra 2025/26, também será requisito para médios e grandes produtores rurais contratantes de crédito agrícola. Os períodos de plantio recomendados podem ser consultados no Painel de Indicação de Riscos ou no aplicativo Zarc Plantio Certo.
De acordo com a Conab, a produção total de milho no País deve alcançar 137 milhões de toneladas em 2024/25, estabelecendo um novo recorde. Desse montante, 109,5 milhões de toneladas são esperadas apenas da segunda safra, consolidando o Brasil como líder global no mercado exportador do cereal.
O boletim da estatal ainda trouxe dados sobre outras culturas. No caso do algodão, a colheita da safra 2024/25 alcançou 60,3% da área plantada, avanço de 11,4 pontos na semana. O ritmo, contudo, segue 15,8 pontos atrás do registrado no mesmo período da temporada passada e também abaixo da média histórica (77,8%). Mato Grosso, maior produtor da fibra, colheu 54,2% da área; Goiás já superou 90%, Minas Gerais 86% e a Bahia 69%. O único estado que concluiu os trabalhos foi Mato Grosso do Sul.
Já no trigo, a colheita chegou a 7,7% da área cultivada, crescimento semanal de 1,4 ponto. O índice, porém, é inferior tanto ao da safra anterior (9,4%) quanto à média de cinco anos (8,6%). Entre os estados, Goiás lidera com 85% da área colhida, seguido por Minas Gerais (72%) e Mato Grosso do Sul (40%). Paraná e Rio Grande do Sul, principais produtores do País, ainda não iniciaram os trabalhos.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre
As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.
Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.
O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.
A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.
No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.
Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.
O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.
Fonte: Pensar Agro
-
Variedades5 dias atrásComissão debate déficit de auditores-fiscais do trabalho; participe
-
Política5 dias atrásAcessibilidade e inclusão: magistrada relata processo de adaptação após deficiência adquirida
-
Esportes6 dias atrásAthletico vira sobre o Remo no Mangueirão e assume o quarto lugar no Brasileirão
-
Variedades3 dias atrásDocumento lançado na Câmara lista 51 projetos de lei sobre dignidade menstrual
-
Esportes6 dias atrásBragantino goleia o Vasco em São Januário
-
Rondonópolis6 dias atrásPrazo para pagamento do IPTU 2026 com desconto termina nesta sexta-feira (29)
-
Polícia5 dias atrásPolícia Civil prende investigado por estupro de vulnerável em Várzea Grande
-
Esportes2 dias atrásCom show de Flaco López e Arias, Palmeiras goleia Junior Barranquilla na Libertadores
