Economia
Pacinho das Artes fortalece identidade cultural de Várzea Grande e incentiva a perpetuação dos modos e saberes
Economia
Pacinho entra em nova fase, além da sede fixa no Paço Municipal – dai vem a derivação do nome do espaço – se torna um movimento de resistência cultural itinerante para estar cada vez mais próximo dos várzea-grandenses
Identificação cultural, fomento às tradições e preservação do patrimônio imaterial. O incentivo à produção do artesanato várzea-grandense entra em nova fase e em um momento de estímulo ao empreendedorismo feminino. Levar a produção com o DNA do Município para perto dos várzea-grandenses, de forma direta, colocando artistas e consumidores frente a frente, é o objetivo da fase itinerante do Pacinho das Artes, que a partir de amanhã, dia 19, estará em uma feira quinzenal – com renovação de produtos e artesões – no primeiro piso do Várzea Grande Shopping. A ideia central é ‘conhecer para preservar e preservar para perpetuar’.
A perpetuação é palavra-chave na vida da artesã Ezildinha Aparecida Rocha de Sousa, de 54 anos e que começou a produzir peças aos 9 anos, justamente herdando o modo de vida da família. Mãe de quatro filhos, vó de dez netos e casada, ela afirma com orgulho que vive de sua arte, de seu talento. É proprietária do Izilda Ateliê e reforça que o artesanato e a fábrica de bonecos de fantoches são as fontes de renda da família.
Izildinha integra o hall de artistas que vai estar nessa primeira feira do Pacinho das Artes no shopping. “Minha expectativa é grande, tanto para divulgação, quanto para comercialização dos produtos. Gosto muito desses movimentos porque é uma oportunidade de apresentar à população todo esse trabalho. Centenas de pessoas passam diariamente pelo shopping e essa é uma maneira de também divulgar o artesanato local, até porque estamos ao lado do aeroporto”.
Regina Monfort de Oliveira, moradora do Jardim Primavera, é outra artesã – também mulher – e que aposta na força do empreendedorismo feminino para melhorar a vida e a renda doméstica. Casada e com dois filhos, ela está ansiosa para a feira. “É um orgulho para nós artistas expormos em um local onde circula muita gente e, de poder também difundir a cultura da nossa gente para outras cidades, estados e até países. Sou artesã há 15 anos e comei a trabalhar a pintura em tecido, bordado, vagonite (técnica de bordado) e hoje estou atuando com MDF. Entre as produções que eu faço estão porta-chaves, caixas e porta documento. A venda dos meus produtos aumenta a renda familiar e me dá a tranquilidade de poder trabalhar em casa e de forma mais tranquila. Tenho certeza de que a exposição no shopping aumentar as vendas e divulgar trabalho de todos”.
Para a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), a criação do Pacinho das Artes se deu em decorrência da necessidade de ampliar a visibilidade das obras e produtos e de perpetuar modos de fazeres para manter viva a memória que é a identidade do várzea-grandense. “O Pacinho das Artes está indo até às pessoas, está se mostrando para visitantes, está amadurecendo e evoluindo. Seguiremos com a sede fixa dentro da prefeitura e agora a cada 15 dias, 40 artistas estarão se revezando em grupos de 20 a cada 15 dias no shopping. Eles estarão comercializando de forma direta peças que sustentam famílias e que mantém viva a história e a cultura da nossa gente”.
FORÇA DA ORGANIZAÇÃO – Além de aumentar a produção – e com isso o poder de compra e de venda das peças – o Pacinho das Artes surge como uma força econômica em favor dos artesãos e dos consumidores, uma vez que coloca as duas pontas frente a frente, eliminando a figura do atravessador, que além de inflacionar o preço final das peças, abocanha parte dos lucros dos artistas.
DIA DO ARTESÃO – A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, por meio da Superintendência de Cultura, realiza na próxima quinta-feira (19) – data em que se comemora o Dia Nacional do Artesanato – o lançamento do Pacinho das Artes na versão feira quinzenal de produtos regionais no Várzea Grande Shopping. A prefeita e recém-empossada secretária de Educação, Maria Fernanda de Figueiredo, farão o lançamento do novo espaço.
No local serão apresentados e comercializados os mais diversos produtos da cultura regional. A população poderá conferir a exposição, das 10h às 22h, no 1º piso. Quarenta artesões estarão integrando o movimento que fortalece a cultura e a tradição regional e se dividem em dois grupos de 20, para participar a cada 15 dias.
A escolha do dia 19 de março faz referência a São José, que na tradição cristã era carpinteiro e é considerado o padroeiro dos artesãos. Esta data é oficializada por tradição e reforçada pela Lei nº 13.180/2015 (Estatuto do Artesão), que regulamenta a profissão no país.
O ‘Pacinho das Artes’, tem sede no Paço Municipal – em frente ao prédio principal da prefeitura – e se tornou um local próprio para divulgar e valorizar a comunidade artística e artesã de Várzea Grande, por meio da comercialização direta de produtos, sem intermediários.
Itens diversos como redes caminho de mesa, chale, bordados para cozinha, ponto cruz, bonecos, artigos infantis, papelaria, peças de arte sacra, canecas, biojóias, além de chinelos e bolsas personalizados, podem ser adquiridos. O Pacinho apresenta a produção de 40 artesãos cadastrados na Superintendência de Cultura de Várzea Grande.
O espaço funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, sem intervalo para o almoço.
O QUÊ: Prefeita e secretária de Educação fazem o lançamento da Feira de artesanato – Pacinho das Artes, às 10h.
LOCAL: Várzea Grande Shopping
HORÁRIO: A Feira funcionará sempre das 10h às 22 horas
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Economia
Sinop participa de debate do TCE sobre os impactos da reforma tributária nos município de MT
A participação de Sinop ganha relevância pelo envolvimento direto da secretária Ivete Mallmann nas discussões nacionais sobre a implantação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), uma das principais mudanças previstas na Reforma Tributária. Como integrante da comissão nacional que debate o novo imposto, a secretária acompanha as discussões técnicas e institucionais que devem orientar a transição para o novo modelo de arrecadação e distribuição das receitas entre os entes federativos.
“A Reforma Tributária é um grande desafio para todos os Municípios e Sinop tem buscado conhecimento técnico e qualificação para que possamos implementar esta reforma e nos adaptar para nesta fase de transição, com a implementação da legislação”, avaliou Ivete.
O encontro reúne gestores, técnicos e especialistas para discutir os efeitos da reforma sobre as finanças municipais, com foco na transição federativa, na governança do IBS, nas novas regras de repartição das receitas e nos impactos sobre a arrecadação e o planejamento orçamentário.
Para o procurador Geral do Município, Ivan Scheneider, Sinop acompanhar essas discussões é fundamental para antecipar cenários, avaliar riscos e oportunidades e preparar o Município para as mudanças que poderão influenciar sua capacidade de investimento e a manutenção dos serviços públicos.
“Estamos atentos na transição federativa da Reforma Tributária, especialmente quanto às novas regras de repartição das receitas e os efeitos sobre a arrecadação. Esse tema tem grande impacto nos município, então, toda a oportunidade de discussão e aprendizagem é válida, especialmente, pois, Sinop tem importante participação com a Secretária Ivete, em Brasília, representando os municípios Mato-grossenses”, disse ele.
A presença conjunta das áreas de Finanças e Jurídica também contribui para alinhar o planejamento fiscal às adequações legais e administrativas exigidas pelo novo sistema tributário. A reforma não se limita à substituição de tributos: ela envolve mudanças nos mecanismos de arrecadação, na distribuição dos recursos e nos procedimentos que deverão ser adotados pelos municípios durante o período de transição.
Programação técnica
Ao longo dos dois dias, o encontro promove palestras e debates com representantes de órgãos públicos, especialistas em finanças municipais e integrantes de instituições ligadas à implantação e ao acompanhamento da Reforma Tributária.
Entre os temas abordados estão a estrutura e o fluxo de arrecadação no novo modelo, os impactos da transição federativa sobre as finanças municipais, a governança do IBS, a revisão de contratos de prestação de serviços às prefeituras e as mudanças relacionadas aos tributos municipais. A programação também contempla discussões sobre autonomia fiscal e contencioso tributário.
A iniciativa é promovida pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), do TCE-MT, com o objetivo de oferecer informações técnicas e instrumentos para que os gestores públicos possam se preparar para a implementação das novas regras.
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