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Combate às arboviroses é reforçado durante todo o ano em Várzea Grande

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Várzea Grande, por meio do trabalho contínuo dos agentes de combate às endemias, desenvolveu ao longo de 2025 uma série de ações estratégicas voltadas à prevenção, controle e enfrentamento das arboviroses, como dengue, chikungunya e zika vírus, além de atividades educativas e de vigilância relacionadas aos animais sinantrópicos.

De janeiro a dezembro deste ano, o município registrou 5.184 casos notificados de chikungunya, com 11 óbitos confirmados e três casos em investigação. Em relação à dengue, foram 4.296 casos notificados, com três óbitos e um caso em investigação. Já o zika vírus apresentou quatro notificações no período.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, os números reforçam a importância das ações permanentes realizadas pela equipe.

“Mesmo diante de um cenário desafiador, conseguimos ampliar as estratégias de combate ao Aedes aegypti, intensificando as visitas domiciliares, os bloqueios e as ações educativas. O trabalho dos agentes de endemias é fundamental para reduzir riscos e proteger a população é claro, a conscientização da sociedade é fundamental tal”, destacou.

Ações de campo e controle do mosquito – Ao longo do ano, os agentes do CCZ trabalharam diretamente no combate e na contenção do mosquito Aedes aegypti em todo o município. Ao todo, 68.958 imóveis foram visitados e trabalhados, com orientações à população e eliminação de focos do mosquito.

As ações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) alcançaram 25.432 imóveis, permitindo o monitoramento constante das áreas de risco. Além disso, foram realizadas 1.695 investigações de casos notificados e 3.884 ações de delimitação de foco em áreas com casos positivos de dengue.

O município também executou 28 bloqueios químicos, além do trabalho permanente em 139 Pontos Estratégicos (PEs), que recebem ações quinzenais de borrifação e eliminação de criadouros.

Outra importante estratégia foi a aplicação do fumacê (Ultra Baixo Volume – UBV), realizada em 49 localidades, totalizando 67.084 imóveis trabalhados. Essa ação contamos com o apoio da equipe do meio ambiente e do governo do estado. Também foram promovidas 19 ações de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), reforçando a proteção em áreas com maior vulnerabilidade.

Para monitoramento da infestação do mosquito, o CCZ instalou 64 ovitrampas em nove localidades: Alameda, 31 de Março, Cristo Rei Bairro, Vista Alegre, Ponte Velha, Santos Dumont, Manga, Cristo Rei Centro e Construmat. Durante o ano, foram realizados cinco levantamentos, sendo o primeiro classificado como Alto Risco e os demais como Baixo Risco, demonstrando a efetividade das ações adotadas.

De acordo com a gerente do Centro de Controle de Zoonoses, Solange Oliveira, o resultado é fruto de planejamento e trabalho integrado.

“Cada visita, cada orientação e cada ação de campo fazem diferença. Nosso foco é atuar de forma preventiva, identificar riscos e orientar a população para que ela seja nossa parceira no combate ao mosquito”, ressaltou.

Educação em saúde e vigilância de animais sinantrópicos – Além do combate direto às arboviroses, o CCZ também investiu fortemente em educação em saúde. Durante 2025, foram realizadas mais de 64 palestras em espaços públicos e privados, utilizando recursos audiovisuais e ações expositivas, com foco na prevenção da dengue, zika e chikungunya.

O trabalho também contemplou ações voltadas aos animais sinantrópicos, como roedores e outros animais que podem representar riscos à saúde. Por meio de atendimentos à demanda espontânea da população, foram realizadas 52 vistorias, reforçando o compromisso com a saúde ambiental e coletiva.

“A educação em saúde é uma ferramenta essencial. Quando a população entende seu papel na prevenção, os resultados aparecem. Nosso trabalho vai além da eliminação de focos; ele passa pela conscientização e pelo cuidado com o ambiente”, completou Solange Oliveira.

Com ações integradas, presença constante nos bairros e o empenho dos agentes de endemias, o Centro de Controle de Zoonoses segue fortalecendo as estratégias de vigilância e prevenção, reafirmando o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande com a saúde e o bem-estar da população.

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Abilio provoca universitários e professores e diz que ajudam campanha de Flávio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionou críticas a estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) durante o lançamento da Casa 22, realizado na terça-feira (13), na capital. No evento de mobilização em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o prefeito usou provocações para se referir a grupos ligados à esquerda.

Ao desafiar integrantes das universidades públicas a fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Abilio mencionou maconha, cocaína e a imagem do revolucionário Che Guevara.

“Vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara, vai com toda a porcaria que tá instalada dentro das nossas universidades públicas, às ruas pedir voto”, declarou.

Na sequência, o prefeito afirmou que manifestações de estudantes e professores identificados com a esquerda poderiam acabar favorecendo a candidatura adversária.

“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, disse.

A fala ocorreu em meio à articulação de lideranças políticas e apoiadores da direita para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno. A Casa 22 foi organizada em Cuiabá para concentrar atividades e mobilizações da campanha no estado.

Durante o discurso, Abilio também abordou questões relacionadas à segurança pública, mencionando integrantes de facções criminosas e ameaças contra lideranças religiosas. Na ocasião, defendeu que pessoas envolvidas nessas situações não contem com apoio do governo estadual e citou uma ação da Polícia Militar contra um suspeito que, segundo ele, teria feito ameaças.

O prefeito ainda pediu empenho dos apoiadores para ampliar a votação do candidato do PL em Mato Grosso. Na avaliação dele, o estado poderia contribuir com mais 200 mil votos no segundo turno. “Cada voto conta”, afirmou, ao estimar que a diferença nacional entre Flávio Bolsonaro e Lula poderia ficar entre 2 milhões e 3 milhões de votos.

As declarações ampliam o tom de confronto político adotado por Abilio contra setores ligados à esquerda e às universidades públicas durante a campanha presidencial. O evento reuniu apoiadores e lideranças alinhadas ao PL em torno da estratégia de mobilização eleitoral no estado.

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