Mato Grosso
Polícia Militar prende homem por tentativa de feminicídio em Nova Ubiratã
Mato Grosso
Policiais militares da cidade de Nova Ubiratã prenderam um homem, de 23 anos, pelo crime de tentativa de feminicídio, na madrugada desta quinta-feira (1.1). O suspeito foi preso em flagrante após atacar sua ex-companheira, de 41 anos, com um canivete.
Conforme o boletim de ocorrência, a PM foi acionada pela própria vítima, que estava em um evento de réveillon realizado pela prefeitura da cidade. A mulher afirmou que se deparou com seu ex-companheiro, que estava tomado por ciúmes e tentou lhe agredir no local.
A vítima também conta na denúncia que tentou se abrigar em seu automóvel, momento em que o homem surgiu com um canivete e atacou o carro, tentando forçá-la a abrir a porta do veículo, onde seria atacada por ele. O suspeito também cortou os pneus do carro da mulher e fugiu após se lesionar com o canivete.
Diante das informações relatadas pela mulher, as equipes policiais iniciaram diligências, se deslocando até a residência do homem, encontrando apenas vestígios de sangue pela área da casa.
Em seguida, ao retornarem para o evento, o suspeito foi visto e abordado pelos militares, onde recebeu voz de prisão pelo crime de tentativa de feminicídio. Na revista pessoal, os policiais encontraram o canivete que ele teria utilizado para atacar a vítima.
Ele foi detido e conduzido pela PM até a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Réu é condenado por feminicídio contra mulher transexual
A Justiça condenou, nesta quarta-feira (15), Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá).
Durante o julgamento os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por razões da condição feminina da vítima, Mayla Rafaela Martins, mulher transexual, caracterizado pelo menosprezo e pela discriminação de gênero, o que configurou a qualificadora do feminicídio.
O Ministério Público apontou que o crime foi motivado por sentimento de posse do réu diante da recusa da vítima em manter um relacionamento.
O promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no plenário do júri, destacou que a decisão representa um avanço no enfrentamento da violência de gênero e na aplicação do princípio da igualdade material.
“O reconhecimento do feminicídio neste caso, que teve como vítima uma mulher transexual, representa um passo importante no fortalecimento da igualdade material e no enfrentamento de todas as formas de violência de gênero. A decisão do júri reafirma que crimes motivados por discriminação e menosprezo à condição feminina não serão tolerados”, afirmou.
O crime ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde. A vítima foi morta com golpes de arma branca. Na tentativa de ocultar o crime, o réu limpou o local, descartou pertences pessoais da vítima e transportou o corpo até uma área rural, onde o cadáver foi deixado em uma lavoura no município de Sorriso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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