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Sorriso participa do 3º Congresso Cerealista Brasileiro com vistas para futuro do agro

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Comitiva formada por lideranças do Executivo e empresários marca presença no evento da ACEBRA

A Capital Nacional do Agronegócio está novamente entre os protagonistas das discussões que apontam os caminhos do setor no Brasil. De 26 a 28 de novembro, Sorriso participa do 3º Congresso Cerealista Brasileiro, realizado pela ACEBRA no Malai Manso Resort, na Chapa dos Guimarães. O município é representado pelo prefeito Alei Fernandes; pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Cezar Lucion; pela secretária adjunta da Semdet, Cristiane Santos; pelo secretário de Governo, Hilton Polesello; além de empresários sorrisenses ligados à cadeia produtiva de grãos.

O Congresso da ACEBRA reúne dirigentes, especialistas, indústrias, empresas cerealistas e autoridades públicas para debater logística, armazenagem, inovação, sustentabilidade e políticas de fortalecimento da cadeia de grãos, um espaço estratégico para municípios que buscam ampliar competitividade e preparar o agronegócio para as exigências do mercado nacional e internacional.

A participação de Sorriso ocorre em um momento de avanços estruturantes para o setor no município. Está em implantação a Zona de Desenvolvimento do Agronegócio (ZDA), criada para atrair indústrias, estimular a diversificação produtiva, ampliar a agroindustrialização e gerar novas oportunidades de emprego e renda. Paralelamente, o Parque Tecnológico de Sorriso já começa a sair do papel, com uma área de cerca de 100 hectares destinada a abrigar centros de pesquisa, laboratórios, startups e projetos de inovação voltados exclusivamente ao setor agro.

Para o prefeito Alei Fernandes, participar do Congresso é um compromisso do município com o desenvolvimento. “Sorriso vive um novo ciclo. Ao participar do Congresso Cerealista Brasileiro, mostramos que nossa cidade está investindo no futuro do agro, com responsabilidade e visão de longo prazo”, disse.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Cezar Lucion, lembra que os projetos em andamento colocam Sorriso em posição de destaque nacional. “A ZDA e o Parque Tecnológico são instrumentos concretos que preparam Sorriso para uma nova etapa que é agregar valor, atrair indústrias e transformar conhecimento em produção”, destacou Lucion.

O congresso, que teve início nesta quarta-feira, dia 26 segue até sexta-feira, dia 28 e destaca o importante trabalho das empresas cerealistas na prestação de serviços ao produtor rural.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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