Mato Grosso
Programa Recytec forma mais de 40 alunos e doa 300 computadores restaurados para instituições beneficentes
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), através do programa Recytec, formou nesta segunda-feira (24.11) 42 alunos nos cursos de Informática Básica, Intermediária e Inteligência Artificial. Durante a cerimônia também foram doados 300 computadores para instituições beneficentes. O evento ocorreu no auditório da Escola Técnica Estadual de Cuiabá (ETEC).
Presente na entrega dos certificados, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, ressaltou a importância de aliar formação técnica com conscientização sustentável.
“Estamos encerrando o ano do Recytec, esse programa fantástico que oferece qualificação para jovens e adultos e idosos. E também recupera computadores que seriam descartados, iriam para o lixo, máquinas essas que são doadas para diversas instituições que continuam o trabalho de qualificação e desenvolvimento social”, explicou o secretário.
Um dos professores do curso, Washington, afirmou que a oferta dos cursos em bairros diferentes da cidade facilitou o acesso a formações. “Foi muito gratificante ter esse curso. É muito importante que cursos com esses sejam ofertados na comunidade, muitas pessoas que não teriam dinheiro para pagar ou não conseguiriam ir até um outro local puderam aproveitar e fazer as aulas”, destacou ele.
Já a aluna Ana Alice, de 17 anos, do curso de informática intermediário, ressaltou como a entrega do certificado de conclusão do curso irá facilitar sua inserção no mercado de trabalho. “Muitas empresas, na hora da seleção, pedem um certificado de curso. Então para mim foi muito importante, eu já sabia algumas coisas e acabei aprimorando e agora tenho como comprovar meu conhecimento”, disse a aluna.
Os cursos ofertados tiveram carga horária de 60 horas. Em Cuiabá foram ofertadas aulas na região dos bairros Pascoal Ramos, Bairro Jonas Pinheiro III.
Programa Recytec
O programa de Recondicionamento de Computadores (Recytec) é uma iniciativa do Governo do Estado, através de uma parceria da Seciteci com a ONG Programando o Futuro, que busca enfrentar os desafios do gerenciamento de resíduos eletrônicos em Mato Grosso. Através de campanhas de coleta e doações, são recolhidas anualmente toneladas de resíduos e é realizado o descarte apropriado ou reuso dos materiais.
Durante os cursos ofertados pelo projeto, os estudantes aprendem o processo de montagem dos equipamentos e alternativas sustentáveis que se baseiam na reciclagem dos materiais coletados. Em alguns casos, o resultado final são máquinas funcionais que são posteriormente doadas.
Para realizar a sua doação de resíduos eletrônicos basta encaminhar o material até a sede do programa, localizado na Escola Técnica Estadual de Cuiabá (Av. Gonçalo Antunes de Barros – Carumbé), ou agendar uma coleta por telefone: (65) 9 9229-2675.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco
Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.
A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.
Quem pode acolher?
Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.
Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.
Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.
Experiência que transforma
De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.
No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.
Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.
Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”
Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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