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Formação atualiza cobertura e agendamento de exames via SISREG

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Visando reforçar a integração entre setores para aprimorar o acesso aos serviços especializados

Com foco no aperfeiçoamento contínuo das equipes e na busca pela excelência na gestão pública, os servidores que atuam diretamente com o Sistema de Agendamento (SISREG) participaram, nos dias 03 e 07 de novembro, de uma capacitação voltada ao uso da plataforma tecnológica que garante mais transparência, agilidade e eficiência na regulação e no controle das consultas e exames especializados do município.

O treinamento contou com a participação de representantes de diversos segmentos que compõem o sistema municipal de regulação, entre eles: setor de Regulação, responsável pela organização das agendas e fluxos de atendimento; Controle e Avaliação, que monitora o desempenho e a aplicação dos protocolos; e profissionais administrativos (ADMs) das unidades de saúde, que atuam diretamente no atendimento à população e inserção de dados no sistema.

Outro destaque foi a participação das psicólogas Elen Cristina Bonete e Fernanda Muinaski Ferraz, que contribuíram com reflexões e dinâmicas voltadas ao fortalecimento das relações interpessoais e ao cuidado emocional no ambiente de trabalho.

A coordenadora do setor de Controle, Avaliação e Processamento de Dados, ministrado pela Josiane Leão, apresentou o passo a passo das etapas que envolvem a solicitação, análise e priorização dos atendimentos, o fluxo de agendamento e o processamento de dados do SISREG. Ela enfatizou a importância da integração entre os setores e da padronização dos procedimentos no sistema. “Ao capacitar os profissionais sobre o uso correto desta ferramenta, a instituição busca elevar a qualidade do serviço prestado e garantir um acesso mais justo aos cidadãos”, destacou.

Jéssica Toniazzo, coordenadora da Central de Regulação, pontuou a importância de alinhar práticas, reduzir inconsistências no preenchimento das solicitações e fortalecer a equidade no acesso aos serviços de média e alta complexidade.

“É uma formação que vem somar com o nosso trabalho, que prioriza a transparência e a qualidade da gestão pública em saúde, garantindo que todos os envolvidos compreendam a importância de cada etapa do processo. Quando o sistema é alimentado de forma correta e com responsabilidade, conseguimos oferecer um atendimento mais rápido, justo e humanizado à população”.

A atividade integra as ações da Secretaria Municipal de Saúde, desenvolvidas via CIES – Comissão de Integração Ensino e Serviço. “A melhoria contínua dos serviços e a valorização das equipes que atuam na ponta, fortalece o trabalho em rede e consolida o Sistema Único de Saúde (SUS) como um modelo de gestão pública eficiente e transparente”, finaliza, Josiane Leão.

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

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