Mato Grosso
Governo de MT e TJ-MT lançam projeto Cidadania Digital
Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) assinaram, nesta segunda-feira (20.10), um termo de cooperação, lançando oficialmente o projeto “Cidadania Digital: Domicílio Eletrônico e Carta de Serviços Integrada”. Tal ação ocorreu durante a abertura do evento Outubro Movimente, realizado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Adjunta de Planejamento e Governo Digital.
O projeto tem como propósito transformar a forma como o Poder Judiciário de Mato Grosso, o Governo do Estado, por meio da Seplag-MT, e os cidadãos se comunicam, promovendo uma experiência digital mais integrada, eficiente e intuitiva. A iniciativa permite que alguns serviços do Judiciário estejam disponíveis dentro do Portal de Serviços e do aplicativo MT Cidadão. Com isso, os cidadãos poderão receber, diretamente em seus dispositivos móveis notificações sobre movimentações processuais, bem como poderão consultar processos judiciais, utilizar o Fale com o Poder Judiciário de MT e realizar outras ações. Ou seja, a integração amplia a transparência dos atos públicos e facilita o acesso aos serviços essenciais.
De acordo com o governador Mauro Mendes, quando falamos em eficiência digital e em investir em tecnologia, fala-se em transformar o Estado e o Poder Público em estruturas mais ágeis, inteligentes e sustentáveis.
“A tecnologia é, sem dúvida, uma ferramenta poderosa para tornar a gestão pública mais eficiente, com menos custos para a sociedade e com resultados muito melhores para todos nós, cidadãos, que financiamos e dependemos desses serviços. A união entre o Executivo e o Judiciário mostra que é possível construir soluções inovadoras quando colocamos o cidadão no centro das nossas ações. A tecnologia abre uma janela de oportunidades para que possamos tornar o Estado brasileiro, em todas as suas dimensões, mais moderno e eficiente. O caminho da digitalização e da inovação é o caminho da transparência, da eficiência e da responsabilidade com o dinheiro público”, ressaltou o governador de Mato Grosso.
Para o secretário de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), Basílio Bezerra, essa cooperação é muito importante para o Governo do Estado e para o desenvolvimento da transformação digital em Mato Grosso.
“A assinatura do Termo amplia um acordo de cooperação técnica já existente entre o Executivo e o Judiciário. O grande objetivo é permitir que o Tribunal de Justiça insira seus serviços dentro da nossa plataforma de governo digital, o MT Cidadão, oferecendo ao cidadão um acesso mais fácil e integrado aos serviços públicos. Essa integração representa mais eficiência, rapidez e economia. Toda vez que digitalizamos processos, ganhamos tempo, reduzimos custos e ampliamos a transparência. Esse é um passo concreto de aproximação entre os poderes, algo que o governador Mauro Mendes sempre nos orientou a buscar, ou seja, parcerias institucionais que fortaleçam a gestão pública”, destacou o secretário da Seplag.
Segundo o desembargador José Zuquim, presidente do TJ-MT, o lançamento oficial do projeto “Cidadania Digital: Domicílio Eletrônico e Carta de Serviços Integrada” é um dia histórico para o Poder Judiciário e para o Governo de Mato Grosso.
“Esse projeto simboliza o quanto o diálogo e a cooperação entre os poderes podem gerar benefícios concretos para a população. O projeto Cidadania Digital é uma ação simples e, ao mesmo tempo, transformadora. O projeto coloca o cidadão no centro dos serviços públicos, permitindo que ele receba notificações processuais, comunicações e informações diretamente no aplicativo MT Cidadão, com transparência, agilidade e segurança”, enfatizou o desembargador.
Zuquim salienta ainda que tudo isso está alinhado ao planejamento estratégico do TJ-MT, à Agenda Digital do Governo do Estado de Mato Grosso e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reforçando o compromisso do Judiciário com a modernização e a inclusão digital. “Estamos dando um passo fundamental para a criação do Domicílio Eletrônico do Cidadão Mato-grossense, uma ferramenta que vai aproximar ainda mais o Judiciário e o Executivo da sociedade. Com isso, ganhamos eficiência, reduzimos custos e fortalecemos o acesso à Justiça”, finalizou o presidente do TJ-MT.
Serviço
O MT Cidadão está disponível para Android e iOS. Já o Portal de Serviços está disponível no seguinte link: https://portal.mt.gov.br/
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Comarca de Pontes e Lacerda debate prevenção ao extremismo nas escolas
A prevenção ao extremismo violento nas escolas exige atuação integrada entre instituições, compartilhamento de informações e fortalecimento dos vínculos humanos. Com esse propósito, a Comarca de Pontes e Lacerda realizou, na quinta-feira (25), um encontro que reuniu representantes do Poder Judiciário, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Polícia Judiciária Civil, gestores da educação e integrantes da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar.
O evento, realizado no plenário do Fórum, foi um desdobramento do encontro promovido em maio, em Cuiabá, sobre o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin). A iniciativa integra um projeto voltado à identificação de processos de radicalização, ao intercâmbio de experiências entre as forças de segurança e à prevenção da violência por meio da Justiça Restaurativa.
As palestras foram ministradas pelo assessor de Relações Institucionais do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rauny José da Silva Viana, por um representante da Abin em Mato Grosso e pelo delegado da Polícia Judiciária Civil Sued Dias da Silva Júnior.
Durante o encontro, os especialistas apresentaram o processo de radicalização de possíveis autores de ataques e destacaram a importância da integração entre escolas, órgãos de inteligência e forças de segurança para identificar sinais de risco e agir preventivamente.
Para a juíza da Comarca de Pontes e Lacerda, Djéssica Küntzer, a iniciativa amplia o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes.
“O evento foi pensado em conjunto pelo Poder Judiciário, a Abin e a Polícia Judiciária Civil, justamente para discutir a violência nas escolas sob a perspectiva do extremismo. Nas explanações foram apresentadas experiências, dados e reflexões para professores, gestores, equipes que atuam com a infância e juventude e demais autoridades, permitindo que todos possam identificar sinais, buscar ajuda e saber como agir diante de situações de risco”, afirmou.
Muito antes da violência
Na palestra “Círculos de Construção de Paz como Estratégia de Desmobilização da Violência Extrema nas Escolas”, Rauny Viana defendeu que medidas de segurança são importantes, mas, isoladamente, não impedem que um adolescente decida cometer um ataque.
“Primeiro o adolescente perde o pertencimento. Depois perde os vínculos. Depois perde a esperança. Então encontra alguém que o compreende, uma comunidade, uma narrativa, um inimigo e, por fim, uma justificativa para a violência. Os Círculos de Construção de Paz atuam justamente antes desse processo se consolidar, fortalecendo relações, promovendo escuta qualificada e reconstruindo o senso de pertencimento”, explicou.
Ele também informou que os Círculos de Construção de Paz foram retomados em Pontes e Lacerda e que novos facilitadores estão sendo capacitados com apoio do NugJur.
Integração para prevenir
O superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, destacou que a prevenção depende da união entre instituições e comunidade.
“É uma honra para a Abin participar de um debate tão importante para a população de Pontes e Lacerda. Estar ao lado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das forças de segurança e dos profissionais da educação aponta caminhos para fortalecermos a prevenção contra ataques violentos em escolas e, também, para construirmos novos círculos de paz.”
Cenário nacional
O encontro também apresentou dados que evidenciam a importância das ações preventivas. Em 2025, o Brasil registrou três ataques a escolas, com duas mortes e oito feridos. No mesmo período, 280 ameaças foram identificadas e 22 ataques foram impedidos graças à atuação integrada da comunidade de inteligência, das forças de segurança e da comunidade escolar.
Entre os casos recentes está o ataque ocorrido em maio deste ano, quando um adolescente de 13 anos utilizou a arma do padrasto (advogado com registro de CAC) para atirar contra alunos e funcionários de uma escola. Duas mulheres morreram, e o autor teve a internação provisória decretada pela Justiça.
Os dados também mostram que a violência em instituições de ensino cresceu de forma significativa nos últimos anos: cerca de 64% dos ataques registrados desde o início dos anos 2000 ocorreram apenas nos três anos mais recentes. O pico foi em 2023, com 12 ataques com vítimas. Em 2024 foram registrados cinco casos, enquanto as ações de prevenção seguem sendo fortalecidas.
Estudos do Instituto Sou da Paz apontam ainda que o uso de armas de fogo dobra o potencial letal dos ataques em comparação com armas brancas, reforçando a importância da prevenção precoce e da atuação integrada entre escolas, famílias e instituições públicas.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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