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Seduc lança manual orientativo para Jogos Olímpicos da Rede Estadual de Ensino

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) lançou, nesta sexta-feira (5.9), o Manual Orientativo dos Jogos Olímpicos da Rede Estadual de Mato Grosso (Jore 2025).

O documento reúne todas as informações necessárias para que escolas, gestores, professores, estudantes possam organizar e participar da competição, que será realizada em três etapas: Municipal, Regional e Estadual.

O manual tem como objetivo central esclarecer dúvidas e padronizar procedimentos de inscrição, organização e logística, reduzindo a necessidade de atendimentos individuais.

Entre os pontos detalhados estão regras de participação, exigência de frequência mínima de 80% dos estudantes, documentação necessária, categorias de idade, transporte, alimentação e responsabilidades de cada etapa.

A fase municipal está marcada para setembro de 2025, quando as próprias escolas deverão organizar seus times, com apoio das Diretorias Regionais de Educação (DREs). Já em novembro, serão realizadas as etapas regionais, totalmente organizadas e custeadas pelas DREs, reunindo os campeões municipais.

A fase final, em dezembro, ficará sob responsabilidade direta da Seduc, em parceria com escolas anfitriãs, e deve reunir cerca de 3,8 mil participantes de 14 equipes classificadas em 11 modalidades esportivas.

Segundo a Secretaria de Educação, a iniciativa busca valorizar o esporte escolar, promover integração entre estudantes e estimular o espírito de competição saudável, reforçando também a importância do engajamento dos alunos no processo educacional.

Baixe o manual orientativo no anexo.

Fonte: Governo MT – MT

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Como fundações privadas impulsionam o desenvolvimento humano?

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Se o Estado não alcança e nem o mercado se interessa, quem assume a responsabilidade pelo futuro? A pergunta não é apenas retórica, mas o ponto de partida para compreendermos o papel da sociedade civil organizada na contemporaneidade, afinal, como bem observa o pensador Jean-Jacques Chevallier, o chamado “Estado Pós-Moderno” é aquele que reconhece suas limitações e admite que os problemas de massa não podem mais ser resolvidos exclusivamente pelo aparato governamental. Nesse novo paradigma, é que proponho uma reflexão sobre o papel do chamado Terceiro Setor e principalmente das fundações privadas.Segundo a nossa legislação, as fundações, embora entidades privadas, desempenham atividades de relevância pública e social que sustentam os pilares de uma nação: educação, saúde, proteção do meio ambiente, assistência social, defesa da ética, cidadania e fomento à pesquisa.É preciso em um primeiro momento desmistificar a ideia de que fundações privadas existem apenas para a filantropia e o assistencialismo paliativo. Embora esse tipo de apoio imediato seja vital, deve-se avançar para compreendê-las como peças chaves que ocupam espaço estratégico muito maior no Terceiro Setor. Elas operam onde o Estado se mostra lento e onde a economia de mercado não encontra incentivos financeiros. Ao atuar nessas “zonas de sombra”, as fundações tornam-se o braço executor do Investimento Social Privado e da agenda de ESG (Environmental, Social and Governance) — pilar central do capitalismo consciente, onde o sucesso corporativo está intrinsecamente ligado à promoção de um ambiente socialmente desenvolvido.Mas isso não esgota o tema. Um dos pontos mais desconhecidos pelo público é a capacidade operacional dessas entidades. Uma fundação privada pode exercer atividades econômicas comuns, produzindo bens ou prestando serviços. A grande diferença não reside na forma de arrecadação, mas no destino do capital. Diferente de uma empresa comercial, o superávit de uma fundação é obrigatoriamente reinvestido em suas finalidades altruístas. É a eficiência da gestão privada sendo integralmente convertida em benefício público, permitindo que a própria sociedade gere recursos para financiar sua evolução. Dessa forma, as fundações podem ocupar uma posição estratégica dentro de uma política desenvolvimentista, atuando como núcleos de inovação e execução que aceleram o progresso nacional de forma sustentável e responsável.Por isso que a importância das fundações privadas está diretamente ligada ao fortalecimento de uma pauta de desenvolvimento nacional que não dependa apenas do governo de turno. O envolvimento nessas instituições é, em última análise, uma forma poderosa de cidadania ativa e de participação política, permitindo que o indivíduo ou a empresa influenciem diretamente o interesse público e coletivo sem depender de estruturas partidárias.Este setor fundamental precisa ser melhor compreendido para que possa ser ampliado. Por isso quero deixar neste texto uma mensagem para o leitor sentir-se devidamente convocado: conhecer melhor o funcionamento das fundações privadas, entender seu impacto e, quem sabe, tornar-se o instituidor de uma nova iniciativa. Transformar o Brasil exige mais do que votos; exige a coragem de organizar a sociedade para resolver, por conta própria, os desafios que o futuro nos impõe.*Renee do Ó Souza é promotor de Justiça em Mato Grosso, titular da Promotoria de Velamento de Fundações em Cuiabá e Várzea Grande, doutorando e Mestre em Direito e professor e autor de direito.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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