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Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça realiza ações sociais em setembro e outubro

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A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, vinculada a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), realizará diversas ações sociais, a partir desta segunda-feira (1º.9). A programação inclui arrecadação de alimentos, brinquedos e agasalhos, incentivos à leitura e palestra sobre a valorização da vida.

Durante os dias úteis de setembro (1º até 26.9), ocorrerá arrecadação de leites, de kits de higiene, agasalhos e brinquedos na sede da Secretaria – setor da biblioteca.

Os materiais doados pela comunidade serão destinados para o Abrigo Bom Jesus, que também receberá doações de livros e uma oficina voltada à memoria e à pratica de atividades físicas leves.

“É uma forma de estreitar vínculos com a comunidade e reafirmar o compromisso social da Biblioteca, que há mais de um século atua como referência cultural e educacional em Mato Grosso. Iniciativas como esta reforçam nossa missão de incentivar a leitura, promover a cidadania e valorizar o ser humano em todas as fases da vida”, destaca a Gerente da Biblioteca, Elienes Maria Moreira.

Na terça-feira (2.9), ocorrerá a palestra “Setembro Amarelo – Conscientização sobre prevenção ao suicídio e valorização da vida”, a partir das 8h, na sede da Secel, conduzida pela psicóloga Flávia Karolina Campos Gomes.

A atividade faz alusão ao mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e ao suicídio e à valorização da vida. Nela, serão abordados a importância dos cuidados com a saúde mental, destacando também a relevância da escuta e do acolhimento como formas de valorização da vida.

Em seguida, o público poderá participar de uma visita guiada à exposição do artista plástico Luiz Badaró, acompanhada de uma oficina interativa conduzida pelo próprio artista, promovendo um diálogo entre arte, sensibilidade e reflexão sobre o tema da campanha.

Já na quinta-feira (2.10), o equipamento cultural da Secel realizará uma ação especial na Casa Lar 3, às 14h, com o objetivo de fortalecer o acesso à leitura e à cultura para crianças e adolescentes. Além da distribuição de kits de livros, selecionados de acordo com diferentes faixas etárias, também serão executadas oficinas educativas e recreativas e contação de histórias.

Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça

Atualmente, a unidade está temporariamente fechada devido a restauração no prédio histórico. No entanto, os empréstimos de livros podem ser feitos de forma agendada.

O interessado deve entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (65) 98174-0232.
A biblioteca conta hoje com cerca de 100 mil volumes, divididos nas coleções temáticas: Literatura, Mato Grosso, Afro, Infantil, Indígena e outros.

Fonte: Governo MT – MT

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Famílias Acolhedoras oferecem proteção e afeto a crianças em situação de risco

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Quando uma criança precisa ser afastada da própria família para escapar de situações de violência, negligência ou outras violações de direitos, ela não precisa, necessariamente, crescer em uma instituição de acolhimento. Em Mato Grosso, o Serviço de Família Acolhedora tem mostrado que é possível oferecer um ambiente familiar seguro e afetuoso durante esse período de transição. No aniversário de 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado na última segunda-feira (13), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso destaca essa política pública e convida a população a conhecer uma forma de proteger crianças e adolescentes que aguardam a definição de seu futuro.

Previsto pelo ECA, o Serviço de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por decisão judicial, precisaram ser afastados da família de origem. A medida busca garantir proteção enquanto o Poder Judiciário e a rede de proteção trabalham para que eles retornem ao convívio familiar, quando possível, ou sejam encaminhados para adoção.

Mulher de cabelos ruivos, veste blazer azul-claro sobre blusa branca e concede entrevista à TV Justiça. Ao fundo, arco de balões azuis decora o ambiente do evento.A juíza Melissa de Lima Araújo, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Sinop, explica que acolhimento familiar e adoção são medidas completamente diferentes. “A família acolhedora não substitui a família de origem, nem se torna, automaticamente, família adotiva. Seu papel é oferecer cuidado, proteção, afeto e estabilidade enquanto a equipe técnica e o Poder Judiciário trabalham para definir a solução definitiva para aquela criança ou adolescente.”

Segundo a magistrada, enquanto a adoção estabelece um vínculo permanente de filiação, o acolhimento familiar é uma medida protetiva temporária, voltada exclusivamente à proteção da criança ou do adolescente durante um período de vulnerabilidade.

Quem pode acolher?

Em Sinop, o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e se consolidou como uma importante alternativa ao acolhimento institucional. O programa seleciona, capacita e acompanha famílias interessadas em receber temporariamente crianças e adolescentes afastados judicialmente do convívio familiar.

Podem participar casais, pessoas solteiras e diferentes configurações familiares, desde que apresentem estabilidade emocional, ambiente familiar adequado e disponibilidade para cuidar. O ingresso ocorre por meio de inscrição no serviço municipal, seguida da entrega de documentos, entrevistas, avaliações psicossociais, visitas domiciliares e capacitação. “Acolher exige responsabilidade, maturidade e compreensão de que o objetivo principal é atender ao melhor interesse da criança. Mais do que uma seleção, trata-se de um processo de preparação”, ressalta a juíza.

Durante todo o período de acolhimento, as famílias recebem acompanhamento contínuo de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais do serviço, além do apoio do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselho Tutelar e da rede de proteção.

Experiência que transforma

De acordo com a juíza, diversos estudos apontam que o acolhimento em ambiente familiar favorece o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança ou do adolescente. Mesmo quando bem estruturadas, as instituições não conseguem reproduzir a convivência cotidiana, os vínculos afetivos e a atenção individualizada encontrados em um lar.

No ambiente familiar, a criança participa da rotina da casa, fortalece vínculos de confiança, desenvolve autonomia e encontra um espaço de pertencimento, fatores essenciais para reduzir os impactos do afastamento da família de origem.

Por isso, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça priorizam o acolhimento familiar sempre que houver famílias habilitadas.

Para quem ainda tem receio de participar, a magistrada deixa um convite. “Nenhuma criança deveria enfrentar um momento tão delicado da vida sem experimentar o cuidado de uma família. O acolhimento familiar não exige perfeição. Exige disponibilidade para amar, proteger e cuidar durante o tempo necessário.”

Ela reforça que a experiência transforma não apenas a vida da criança acolhida, mas também a de quem decide abrir as portas de casa para oferecer cuidado e esperança. “Cada família que se dispõe a acolher torna-se parte da construção de uma rede de cuidado, solidariedade e esperança, concretizando o princípio constitucional de que toda criança e todo adolescente têm direito à convivência familiar e comunitária.”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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