Cultura
Lençóis Maranhenses e Bumba Meu Boi recebem certificado da Unesco
Cultura
Representantes da Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, estão visitando o Maranhão para entrega dos certificados de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade ao Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão; e de Patrimônio Natural da Humanidade aos Lençóis Maranhenses.

Nesta sexta-feira (15), acontece, no Parque das Dunas, que fica na cidade de Barreirinhas, a cerimônia de entrega do certificado. O governador do Maranhão Carlos Brandão fala que o título aumenta a responsabilidade dos gestores e da população com o Parque Nacional:
Eu fico muito feliz porque o turismo gera emprego, gera renda e além de tudo mostra as nossas belezas. Eu não tenho dúvida que agora nós vamos ter mais turistas. E temos que tratar bem para que eles possam voltar. E eu sempre digo que agora aumenta a nossa responsabilidade a gente tem que cuidar bem. Não é só receber o título. A gente tem que cuidar daquelas dunas. A gente não pode jogar lixo. A gente vai tá trabalhando para fazer um aterro sanitário. Já consegui com o presidente Lula R$ 100 milhões para colocar água e esgoto em Barreirinhas e assim vai.
A comitiva da Unesco entregou, nessa quinta-feira (14), para as autoridades maranhenses, o certificado emitido pela ONU ao Bumba Meu Boi. O secretário de Cultura, Yuri Arruda, falou da importância de celebrar esse reconhecimento.
Receber esse título da Unesco não é apenas um ato simbólico; isso mostra um reconhecimento mundial de que o bumba meu boi é resistência, é fé, é identidade, é pertencimento. Então essa tradição é secular, com seus ritmos, com suas cores, traduz a memória viva, a memória criativa e diversa do povo do Maranhão.
O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em dezembro de 2019 pelo Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. Já o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade em julho do ano passado, durante a 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, ocorrido na cidade de Nova Deli, na Índia.
*Com produção de Luciene Cruz
Cultura
Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP
Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante.
Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez. O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…
A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin.
Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas.
Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além
“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.
Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.
Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos.
A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.
-
Economia2 dias atrásRadares voltam a operar na próxima semana e iniciam fase educativa em Várzea Grande
-
Polícia1 dia atrásTraficante alvo de investigação anterior é preso em flagrante pela Polícia Civil em Rondonópolis
-
Cultura2 dias atrásSão João de Campina Grande divulga programação de 2026
-
Economia2 dias atrásIniciativa inédita leva material de escolas particulares à rede pública de VG
-
Polícia Federal2 dias atrásDebatedores relatam dificuldades para retirar passe livre interestadual de pessoas com deficiência
-
Opinião3 dias atrásInfluenciadora reage a áudio polêmico e cobra respeito da prefeita em VG
-
Opinião3 dias atrásEx-prefeito usa nome de Max Russi e acaba desmentido por entidade
-
Polícia2 dias atrásCompanhia Raio prende dois homens com drogas e munições em Cuiabá