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Seduc coordena reunião para ouvir gestores e traçar estratégias para a rede estadual

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Prefeitos e secretários de Educação dos municípios que fazem parte da Diretoria Metropolitana de Educação do polo Pontes e Lacerda participaram, na manhã desta quinta-feira (31.7), de uma reunião com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, na sede da DRE.

A agenda de trabalho fez parte da programação da sexta etapa do movimento “Giro pelas escolas MT”, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que começou hoje e prossegue até esta sexta-feira, 1º de agosto, em Pontes e Lacerda.

O prefeito de Conquista do Oeste, Odair Vargas, destacou a interlocução da Seduc com os municípios que, segundo ele, foi fundamental para que a educação acontecesse em todas as regiões do estado. “A secretaria sempre nos orientou e repassou recursos e apoio técnico conforme ajustado no Regime de Colaboração”.

“Desde o início da pandemia do Covid-19, a Seduc estabeleceu uma parceria muito sólida para que a alfabetização e a recomposição da aprendizagem mantivessem o nível de qualidade”, disse Irineu Marcos Parmeggiani, prefeito de Campos de Julio.

Para ele, a presença da Seduc e da Diretoria Regional de Educação é a uma marca registrada da atual gestão estadual. “Avançamos muito e vamos continuar conquistando pontos no ranking da alfabetização justamente por essa presença física do Estado na rede municipal de Educação”, completou Irineu.

O prefeito de Comodoro, Rogério Vilela Victor de Oliveira, afirmou que quando o Estado vai bem, o Município segue no mesmo ritmo. “Estamos fazendo a lição de casa inspirados no que o Estado vem fazendo, com resultados positivos. Estou feliz com essa política de resultados, que tem atendido as nossas demandas educacionais”.

O prefeito anfitrião, Jakson Francisco Bassi, lembrou que por meio da Seduc, Pontes e Lacerda resolveu de vez a sua demanda por vagas em creche. O município está entre os que receberam recurso para retomar obras paralisadas ou construir novas creches. “Não teremos mais filas de mães esperando por vagas”.

Alan Porto reforçou que a Seduc trata a Educação como um sistema único, com o Estado dando o suporte necessário para que todos os entes executem bem as suas políticas educacionais. O secretário destacou a criação da Secretaria-Adjunta de Regime de Colaboração (SARC) exclusivamente para atender os municípios.

“Com, a SARC, as prefeituras tratam de assuntos relativos a programas como o Alfabetiza MT, Muxirum, transporte escolar, além de medidas para melhorar a arrecadação com o ICMS da Educação, infraestrutura escolar, entre outros”, completou Alan, lembrando que até 2027 o Estado terá liberado R$ 140 milhões para investimentos em creches municipais.

O secretário citou, ainda, avanços como o salto da 22º para a 8º posição no ranking do Ensino Médio e a conquista da 9ª posição nacional em alfabetização. “Saímos de um índice de 47% para 61% de crianças alfabetizadas na idade certa. Certamente, é o resultado de uma ação coletiva”, finalizou, ao agradecer aos prefeitos pelo empenho que vem dispensando no regime de colaboração.

O Giro pelas Escolas busca visitar as 13 DREs da Seduc, em 2025, para dialogar com gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores sobre o ano letivo e também sobre o Saeb 2025 – Sistema de Avaliação da Educação Básica, que será aplicada entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro, para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio.

Um dos objetivos é ouvir não apenas as demandas, mas também os desafios enfrentados nas escolas, criando um espaço de troca de experiências e sugestões. Nesta etapa, participarem representantes Campos de Júlio, Comodoro, Conquista D’Oeste, Figueirópolis D’Oeste, Jauru, Nova Lacerda, Pontes e Lacerda, Rondolândia, Vale de São Domingos e Vila Bela da Santíssima Trindade.

O Giro Pelas Escolas já foi realizado nos polos regionais de Tangará da Serra, Rondonópolis, Confresa, Alta Floresta e Juína. Os próximos polos serão Sinop, Matupá, Barra do Garças, Diamantino, Primavera do Leste, Cáceres e a Direção Metropolitana de Educação.

Fonte: Governo MT – MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

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A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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