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PF deflagra operação contra crimes financeiros, lavagem de dinheiro e associação criminosa no RS

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Santana do Livramento/RS. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17/7), a Operação Cordyceps com objetivo de desarticular um grupo de operadores financeiros suspeitos de utilizar empresas para evasão de dívidas e lavagem dinheiro proveniente de diversos crimes, incluindo tráfico internacional de drogas.

Na ação, policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e nas empresas utilizadas no esquema, além de ordem de bloqueio de contas bancárias no valor de R$ 48 milhões e o sequestro de um veículo de luxo avaliado em aproximadamente R$ 900 mil.

A investigação teve início a partir da deflagração da Operação Massari, em 2021, responsável por desarticular um sofisticado grupo de operadores financeiros especializados no mercado de câmbio paralelo, utilizando-se da fronteira entre Santana do Livramento/RS e Rivera, no Uruguai.

As diligências apontam que os suspeitos utilizavam empresas para movimentar valores incompatíveis com sua capacidade econômica, realizando operações típicas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, com indícios de ligação com o tráfico internacional de drogas.

Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores, documentos fiscais e anotações que auxiliarão no prosseguimento das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santana do Livramento/RS
Fone: (55) 3241-9000 | (55) 99125-9987 | www.gov.br/pf

Fonte: Polícia Federal

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Comissão aprova aumento de pena para extorsão cometida por grupo ou com arma

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta em até o dobro a punição para o crime de extorsão quando praticado por duas ou mais pessoas ou com o uso de arma. Atualmente, o Código Penal prevê um aumento de até metade da pena nesses casos.

O relator, deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL), ajustou a proposta original – Projeto de Lei 5403/25, da deputada Rosângela Reis (PL-MG) – para adaptá-la ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, que já prevê penas maiores para organizações criminosas “ultraviolentas” que impõem controle territorial.

Costa decidiu não incorporar a norma que previa monitoramento eletrônico obrigatório (tornozeleira) em casos de liberdade provisória. Segundo ele, o Código de Processo Penal já determina que o juiz negue a liberdade provisória a integrantes de milícias ou organizações criminosas armadas, o que torna a medida proposta desnecessária e juridicamente arriscada.

Na justificativa da proposta, a deputada Rosângela Reis enfatizou que é preciso fortalecer o enfrentamento às práticas extorsivas praticadas por milícias privadas, organizações criminosas ou disfarçadas de serviços de segurança.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pelo Plenário. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

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