Mato Grosso
“Sala de aula climatizada e alimentação de qualidade é tudo de bom”, diz mãe de aluna sobre escola reformada pelo Governo em Campo Verde
Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso entregou, na tarde desta sexta-feira (4.7), a reforma e ampliação da Escola Estadual Professora Alice Barbosa Pacheco, em Campo Verde, e de suas salas anexas no Distrito de Santo Antonio da Fartura. O investimento foi de R$ 5.796.115,09. A obra foi executada pela Prefeitura de Campo Verde, por meio de convênio.
A estrutura urbana foi entregue com oito salas de aula, biblioteca, sala de professores, sala multifuncional, quadra poliesportiva, cozinha industrial, espaço amplo de alimentação para acomodar os 200 estudantes atendidos em dois períodos.
No espaço anexo, localizado no assentamento Santo Antônio da Fartura, a 40 km da cidade, a a obra contemplou seis salas, quadra poliesportiva, biblioteca, sala de jogos, sala dos professores, secretaria, banheiros, cozinha industrial, refeitório, além de outras dependências.
A dona de casa, Paola Lemes, mãe da aluna Vitória Lemes, de 11 anos, avaliou que a nova realidade educacional foi uma grande conquista para o assentamento. “Essa unidade anexa estava sendo construída há muito tempo e vê-la pronta não tem felicidade maior. Sala de aula climatizada e alimentação escolar de qualidade é tudo de bom e animou ainda mais a Vitória a estudar”, acrescentou.
O vice-governador em exercício, Otaviano Pivetta, comentou sobre a parceria do Estado com o munícipio na esfera da educação e a felicidade em entregar mais uma escola à comunidade.
“Compartilho dessa alegria com a dona Paola, pois, a escola é da família. Fizemos o convênio, liberamos o recurso e Campo Verde abraçou e executou a obra que entregamos a todos vocês. Em parceria, o Estado vem fazendo uma verdadeira reconstrução da educação não apenas com prédios modernos, mas com valorização profissional, recursos pedagógicos modernos e com visão de futuro”, falou Pivetta.
Segundo o prefeito Alexandre Lopes, Campo Verde reconhece o sucesso da parceria com o Estado, sobretudo, na educação. “Temos a disposição uma equipe pedagógica, técnica e de coordenação muito competente. Quando alinhamos essa parte estruturante, tudo melhora e formamos uma escola atrativa, na qual os alunos têm vontade de estudar. Digo isso pelo que já recebemos e por tudo que ainda vamos receber da Seduc”.
Segundo o secretário de Educação de Mato Grosso, é dessa forma que o Governo de Mato Grosso está melhorando a vida das pessoas. “A qualidade da educação que entregamos a Campo Verde e ao Distrito de Santo Antonio da Fartura, está no mesmo padrão do que temos levado aos demais municípios. São professores bem preparados, alimentação escolar de qualidade, material pedagógico diferenciado e tudo mais que crianças e jovens precisam para se desenvolver”, comparou o secretário de Educação, Alan Porto.
Estiveram presentes no evento a senadora Margareth Buzetti e o deputado estadual Wilson Santos.
Salas anexas no Assentamento Santo Antônio da Fartura
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.
O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.
Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.
Rede de enfrentamento e prevenção
Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.
Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.
A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.
Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.
Responsabilização e conscientização
O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.
O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.
“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.
O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.
Parceria institucional
Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.
De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.
Do luto à luta
Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.
“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.
Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”
Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.
Carta de Compromisso Institucional
Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.
Série disponível no Globoplay
Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.
Autor: Marcia Marafon
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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