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MT sediará a 1ª Conferência Nacional de Interiorização da Advocacia

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Por Gisela Cardoso*

É com grande entusiasmo e compromisso que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) se prepara para sediar a 1ª Conferência Nacional da Interiorização da Advocacia Brasileira.

O evento já nasce histórico, pois passará a integrar a agenda de conferências realizadas pelo Conselho Federal da OAB (CFOAB), como, por exemplo, a Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, que este ano chega à 24ª edição.

O anúncio foi feito no dia 5 de junho deste ano pelo vice-presidente da OAB Nacional, Felipe Sarmento, na ocasião ocupando a presidência interina do CFOAB, na abertura do 1º Colégio de Presidentes de Subseções e Delegados da Caixa, realizado em Cuiabá. Na segunda-feira (16/06), durante sessão do Conselho Pleno do CFOAB em Brasília, o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, ratificou a notícia e anunciou que a realização da 1ª Conferência Nacional da Interiorização será em 2026.

A expectativa que temos é que a advocacia de todo o país terá a oportunidade de realizar um amplo debate sobre os impactos da prestação jurisdicional no interior do país. A era digital, as novas tecnologias, os novos centros econômicos e de poder relativizaram a concentração das ações jurisdicionais que, até pouco tempo, existiam nos grandes centros. Com o surgimento de novos polos e a transformação na atuação da advocacia, esta precisa estar atenta para as necessidades de adequação profissional.

Hoje, há advogados e advogadas atuando nos 142 municípios de Mato Grosso, algo que seria impensável há menos de duas décadas atrás, antes da consolidação das novas tecnologias que permitem o exercício de atividades da advocacia no local onde o profissional estiver.

Não significa que vivemos tempos de glória, pelo contrário, problemas estruturais relevantes continuam e dificultam o exercício da advocacia, como a falta de celeridade na tramitação de processos judiciais, a demora na expedição de alvarás, a ausência de magistrados nas comarcas, e ainda os desafios enfrentados para que as prerrogativas dos advogados e das advogadas sejam respeitadas.

Nesse contexto, a 1ª Conferência Nacional de Interiorização da Advocacia Brasileira, será uma oportunidade não somente de reafirmar a nossa profissão como parte indispensável do Sistema de Justiça, em especial, a advocacia do interior do país.

Durante a Conferência, o Brasil terá a oportunidade de olhar para seu interior, e a OAB-MT tem muito a contribuir com essa construção, tendo uma advocacia pujante e de resultados no interior do Estado e ainda, por entender a advocacia como um todo.

Nesta gestão em especial não há distinção entre a advocacia da capital ou do interior, somos todos Advogados e Advogadas, o que precisamos observar são as diversas realidades no exercício da advocacia enfrentadas pelo profissional atuante no interior do Brasil, para que as distâncias sejam diminuídas a cada dia.

Para a OAB-MT muito mais que um compromisso, é um princípio desta gestão defender que onde há um advogado ou uma advogada, lá também estará o amparo da Ordem.

Aguardamos toda a advocacia brasileira em abril de 2026!!

Gisela Cardoso é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.

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