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Pivetta promete apoio ao DAE e diz que Estado não aceitará “passivamente” falta de água em Várzea Grande

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (25) que o Governo do Estado está em negociação para destinar recursos ao Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), com o objetivo de ampliar o abastecimento de água no município. A declaração foi feita durante visita técnica à autarquia ao lado da prefeita Flávia Moretti (PL).

Segundo Pivetta, a agenda teve como finalidade avaliar de perto a situação enfrentada pelo DAE e discutir, em conjunto com a administração municipal, alternativas para ampliar o acesso da população ao serviço de abastecimento.

“Agora eu vou ao DAE junto com a prefeita para conhecer a situação do DAE. Nós estamos negociando recursos do Estado para ajudar o DAE a fazer o abastecimento para todo o povo de Várzea Grande, que ainda sofre dessa mazela primitiva, que é a falta de abastecimento de água”, afirmou.

Durante a visita, o governador voltou a criticar a persistência do problema e afirmou que a falta de água em milhares de residências não pode ser encarada como algo normal, especialmente diante do crescimento econômico de Mato Grosso.

“Não vamos aceitar passivamente mais essa história. Não tem como morar em Cuiabá, olhar para Várzea Grande e saber que, do outro lado do rio, há famílias que não têm abastecimento de água em casa. Isso me deixa realmente preocupado”, declarou.

Pivetta destacou que Várzea Grande reúne aproximadamente 350 mil habitantes e afirmou que o poder público precisa atuar de forma efetiva para solucionar uma deficiência considerada básica. Para ele, o cenário não condiz com a posição de destaque que Mato Grosso ocupa no país.

“Se Mato Grosso quer se apresentar ao Brasil e ao mundo como um estado desenvolvido, não podemos admitir que uma cidade vizinha à capital ainda tenha necessidades básicas não atendidas. Agir significa ajudar a fazer ou fazer, porque nós somos do fazimento”, concluiu.

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Lei aprovada pela ALMT garante sessões de cinema adaptadas para crianças com autismo

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O acesso ao lazer e à cultura também faz parte da inclusão de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Neste Dia das Crianças, celebrado hoje (12), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) destaca a Lei nº 13.256/2026, que determina a realização de pelo menos uma sessão mensal de cinema adaptada a esse público e suas famílias nos estabelecimentos do estado.

De autoria do deputado estadual Sebastião Rezende (União), a legislação estabelece condições para tornar a experiência mais confortável e acessível. Durante as sessões, não devem ser exibidas publicidades comerciais, as luzes precisam permanecer levemente acesas e o volume do som deve ser reduzido. Também é garantida a liberdade para entrar e sair da sala ao longo da exibição, conforme a necessidade de cada pessoa.

A lei determina ainda que as sessões sejam identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, afixado na entrada das salas. Sancionada em março deste ano, a norma concedeu prazo de 90 dias para a adequação dos estabelecimentos.

Na justificativa do projeto apresentado à ALMT, Sebastião Rezende ressaltou que características como a sensibilidade auditiva e visual podem tornar as sessões convencionais de cinema desafiadoras para pessoas com autismo. Ele afirma no documento que o texto “pretende contribuir para garantir às pessoas com autismo a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas à sua especificidade”.

Acesso à cultura — As sessões adaptadas já fazem parte da programação de cinemas em diferentes municípios de Mato Grosso. Em Cuiabá, a rede Cinépolis, localizada no Shopping Estação, informou que realiza mensalmente sessões inclusivas, com programação distribuída em quatro dias e exibição de dois filmes. Durante essas sessões, o som é reduzido, a iluminação permanece em 50% da capacidade e os espectadores têm liberdade para entrar e sair da sala.

Em Várzea Grande, a rede Cineflix, no Várzea Grande Shopping, informou que realiza sessões destinadas a pessoas com TEA há vários anos, antes mesmo da aprovação da legislação estadual. As exibições ocorrem na última sexta-feira de cada mês, no início da tarde, período de menor movimentação, com iluminação suave, ar-condicionado em intensidade reduzida e liberdade de circulação. O estabelecimento também oferece entrada gratuita para pessoas com deficiência (PCD).

No interior do estado, o Cine 163, em Nova Mutum, iniciou as sessões adaptadas em agosto deste ano. A primeira exibição contou com iluminação suave, som reduzido e ausência de anúncios publicitários. O cinema também adota uma política própria de gratuidade para pessoas com autismo e outras condições, mediante apresentação de documentação comprobatória.

A proprietária do Cine 163, Francielli Vila, explica que o estabelecimento busca envolver as famílias na escolha dos filmes, considerando as diferentes necessidades e preferências das crianças.

“Eu acho importante essa participação delas, para construirmos um melhor evento. É importante dar voz à família. Além da criança ser abraçada, a família precisa ser abraçada também, a família precisa ser ouvida”, afirma.

A experiência relatada em Nova Mutum também aponta para a importância do diálogo com as famílias na construção de espaços de lazer mais acessíveis. Além das adaptações sensoriais, a inclusão envolve o acolhimento das diferentes necessidades e o respeito ao tempo e à forma de participação de cada criança.

Ao estabelecer regras para as sessões adaptadas, a legislação estadual busca ampliar as possibilidades de participação de crianças e adolescentes com autismo em atividades culturais, contribuindo para que o acesso ao cinema seja uma experiência compartilhada com suas famílias.

Fonte: ALMT – MT

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