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ALMT recebe capacitação sobre atendimento a mulheres em situação de violência

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) recebe, nesta quarta-feira (26), o evento “Enxergar para Proteger – Qualificação do atendimento às mulheres em situação de violência”, que integra as ações do Agosto Lilás e marca os 20 anos da Lei Maria da Penha. A programação será realizada das 8h às 18h, no Auditório Milton Figueiredo, e reunirá especialistas de diferentes áreas para discutir estratégias de acolhimento e proteção às mulheres, além de medidas para prevenir a revitimização.

A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (PEM/ALMT) é parceira da iniciativa, realizada em conjunto com o Instituto Brasileiro de Direito de Família em Mato Grosso (IBDFAM-MT), por meio das Comissões de Perspectiva de Gênero e da Mulher e suas Vulnerabilidades, e com a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Cuiabá.

A proposta é qualificar profissionais que atuam direta ou indiretamente no atendimento às mulheres, abordando desde a perspectiva de gênero e a identificação dos diferentes tipos de violência até os instrumentos de proteção disponíveis e o funcionamento da rede de atendimento.

Entre os destaques da programação estão os debates sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha, a perspectiva de gênero no atendimento inicial, os diferentes tipos de violência contra a mulher, a atuação policial, o uso do Botão do Pânico e do aplicativo de proteção, além de orientações para uma saída segura de casa e a preservação de documentos relevantes.

O evento também contará com uma abordagem sobre o papel da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica de Cuiabá, reforçando a importância da atuação integrada entre as instituições.

Programação

8h – Credenciamento e acolhimento

Recepção dos participantes.

8h30 – Abertura institucional

Composição da mesa e boas-vindas.

9h – Perspectiva de gênero na prática: caminhos para um atendimento inicial qualificado, com a advogada e diretora-executiva do IBDFAM-MT, Dra. Camila Zago, e a juíza de Direito Dra. Ana Graziela Vaz.

10h – 20 anos da Lei Maria da Penha

Com o juiz de Direito e vice-presidente do IBDFAM-MT, Dr. Jamilson Haddad, e a advogada e presidente do IBDFAM-MT, Dra. Emanouelly Costa Nadaf.

12h às 13h30 – Almoço

14h – Tipos de violência contra a mulher e violência de gênero no atendimento policial

Com a advogada e professora Dra. Ana Flávia Uchôa e a procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Dra. Francielle Brustolin.

15h30 – Botão do Pânico e aplicativo: diferenças e formas de utilização

O painel abordará instrumentos disponíveis para o atendimento e a proteção das vítimas, além de orientações práticas para a saída segura de casa e a preservação de documentos relevantes. Participação da delegada de Polícia Dra. Judá Marcondes.

16h – O papel da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica de Cuiabá

Com a procuradora do Estado e presidente da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher, Dra. Gláucia Amaral, e a vice-coordenadora da Rede de Enfrentamento, Dra. Claire Vogel.

A programação é aberta à participação de profissionais e interessados na temática.

A imprensa está convidada a acompanhar o evento e realizar a cobertura das atividades, que terão como foco a qualificação do atendimento e o fortalecimento das estratégias de proteção às mulheres em situação de violência.

Serviço

Evento: Enxergar para Proteger – Qualificação do atendimento às mulheres em situação de violência

Data: 26 de agosto de 2026

Horário: das 8h às 18h

Local: Auditório Milton Figueiredo – Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Fonte: ALMT – MT

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Rogerinho pede CPI do DAE para investigar própria gestão e diz: “Eu não devo nada”

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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), pediu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a própria atuação à frente da autarquia. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (25), durante sessão da Câmara Municipal, em meio à repercussão de episódios envolvendo o ex-gestor, incluindo um áudio vazado e um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro.

Na tribuna, Rogerinho afirmou que pretende colocar sob investigação as contas, contratos e demais atos relacionados ao DAE desde o início da atual gestão. Segundo ele, a intenção era demonstrar que as acusações contra sua atuação teriam motivação política. “Eu peço aos demais pares que aceitem esse pedido de CPI para investigar eu mesmo e todos os processos que estão lá”, declarou.

O vereador também negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou não ter motivos para se calar diante das acusações.

“Eu não tenho nada que me desabone nessa Casa de Lei, e principalmente na autarquia DAE. […] Eu não vou me calar porque eu não devo”, afirmou durante o discurso.

Apesar da iniciativa, o pedido de CPI foi indeferido pela presidência da Câmara. De acordo com o secretário legislativo Charles Caetano Rosa, o requerimento contava apenas com a assinatura do próprio Rogerinho, quando seriam necessárias pelo menos oito assinaturas, o equivalente a um terço dos vereadores. Além disso, o pedido não apresentou um fato determinado a ser investigado, exigência para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Segundo a Câmara, nada impede que Rogerinho reapresente o requerimento, desde que cumpra os requisitos regimentais, reúna o número mínimo de assinaturas e delimite de forma objetiva o alvo da investigação. Enquanto isso, episódios relacionados à passagem do vereador pelo comando do DAE seguem sob apuração.

O Ministério Público já recomendou investigação sobre o vídeo envolvendo os maços de dinheiro e encaminhou informações à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

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