Política
Wilson Santos entrega ambulância à comunidade rural de Chapada dos Guimarães
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O deputado Wilson Santos (PSD) esteve na comunidade rural João Carro, em Chapada dos Guimarães, na última sexta-feira (10), para realizar a entrega de uma ambulância que vai reforçar o atendimento de saúde dos moradores da região. O veículo foi adquirido por meio de emenda no valor de R$ 200 mil, de autoria do parlamentar, com indicação da ex-vereadora Cidú Siqueira (União).
Durante a solenidade, ele destacou o compromisso de garantir dignidade e melhores condições de atendimento à população que vive nas áreas mais afastadas do município. “Estamos entregando mais uma ambulância, fruto de um pedido e de uma luta da ex-vereadora Cidú que conhece de perto as necessidades dessa comunidade. Este veículo significa esperança, o direito à vida e à dignidade para os moradores da região”, afirmou.
O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner (União), agradeceu o apoio do deputado e destacou a importância do novo veículo para ampliar a estrutura de saúde do município. “Com resiliência e persistência alcançamos este resultado. Agradeço o olhar especial do deputado com Chapada dos Guimarães. O benefício é incalculável. De tudo que fizemos aqui, reconhecemos que a ambulância era uma necessidade e, agora João Carro, está sendo contemplada”, ressaltou o gestor.
A ex-vereadora Cidú Siqueira, responsável pela indicação da demanda, também expressou gratidão pela parceria que tornou a conquista possível. “Entregar uma ambulância é cuidar da comunidade. O deputado e o prefeito estão trazendo qualidade de vida e temos apenas a agradecer. É uma conquista importante, resultado de um trabalho conjunto em favor da população”, declarou.
Com essa entrega, Wilson Santos reforça o seu compromisso com a saúde pública e com as comunidades rurais de Mato Grosso, assegurando melhores condições de atendimento e transporte de pacientes em regiões de difícil acesso.
Fonte: ALMT – MT
Política
Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza
“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Atendimento sem julgamentosDurante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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