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Semana do Meio Ambiente começa com arrecadação de recicláveis e distribuição de mudas em VG

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Dezenas de mudas de árvores estão organizadas sobre um canteiro e no chão da praça. As plantas, em recipientes reaproveitados, aguardam distribuição durante ação ambiental de coleta de recicláveis.A programação da Semana do Meio Ambiente teve início neste domingo (1) na Praça Sarita Baracat, em Várzea Grande, com uma mobilização voltada à conscientização ambiental, à destinação correta de resíduos e ao incentivo à arborização urbana. A ação incluiu arrecadação de materiais recicláveis e distribuição gratuita de mudas de árvores para a população.

A inciativa é resultado de uma parceria entre o Programa Verde Novo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Prefeitura de Várzea Grande e a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Mato Grosso (Asmat).

A atividade marcou a abertura de uma série de iniciativas que serão desenvolvidas ao longo da semana em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Entre as ações previstas pelo Programa Verde Novo estão plantios de mudas, atividades educativas e mobilizações voltadas à preservação ambiental em diferentes municípios mato-grossenses.

A engenheira florestal do Programa Verde Novo, Rosiani Carnaíba, destacou que a programação foi planejada para ampliar o alcance das ações de educação ambiental e fortalecer o engajamento da população. Segundo ela, a iniciativa em Várzea Grande reuniu diferentes instituições em torno de um objetivo comum: promover a conservação ambiental com atitudes simples e acessíveis à comunidade.

Durante a ação, foram disponibilizadas cerca de 400 mudas de espécies nativas e frutíferas, entregues aos moradores que passaram pela praça e àqueles que levaram materiais recicláveis para destinação adequada. Para Rosiani, a união entre órgãos públicos, entidades e sociedade civil é fundamental para ampliar os resultados das ações ambientais e sensibilizar a população sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

Ela ressaltou ainda que os desafios climáticos enfrentados atualmente reforçam a necessidade de atitudes concretas, como o plantio de árvores, a conservação de rios e mananciais e a reciclagem de resíduos, ações que contribuem diretamente para a construção de cidades mais sustentáveis.

Mulher de óculos e camisa azul-marinho do TCE-MT participa de entrevista. Ao fundo, tendas da ação ambiental exibem materiais recicláveis e painéis informativos sobre coleta seletiva.Representando a Comissão Permanente de Meio Ambiente do TCE-MT, a assessora técnica Magna Stella Rosa da Silva Quaresma destacou a importância da parceria institucional para aproximar a pauta ambiental da população. Ela observou que o aumento das temperaturas e os efeitos de fenômenos climáticos extremos tornam cada vez mais urgente a ampliação da cobertura vegetal nas cidades.

Segundo Magna Stella, iniciativas que unem distribuição de mudas e incentivo à reciclagem ajudam a transformar a conscientização em prática cotidiana. Para ela, a presença das instituições públicas nos espaços comunitários contribui para aproximar a população das ações ambientais e incentivar hábitos sustentáveis dentro de casa, como a separação correta dos resíduos.

Jovem de camisa verde da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Várzea Grande fala durante entrevista. Atrás dela, banners educativos e materiais recicláveis compõem o cenário da ação.A Prefeitura de Várzea Grande participou da mobilização por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A estagiária do setor de Educação Ambiental, Aurora Oliveira de Souza, explicou que a ação integra um conjunto de atividades planejadas para marcar a Semana do Meio Ambiente e promover mudanças de comportamento na população.

Ela destacou que a coleta seletiva ainda é um desafio para muitas famílias, mas pode ser incorporada à rotina de forma simples. Além disso, enfatizou que as mudas distribuídas possuem diferentes finalidades, incluindo espécies frutíferas, ornamentais e de sombreamento, demonstrando como a arborização pode contribuir para melhorar a qualidade de vida nos espaços urbanos.

Mulher de blusa verde e óculos concede entrevista em área destinada à coleta de recicláveis. Ao fundo, cartazes explicam os tipos de materiais aceitos para reciclagem.Enquanto as mudas eram entregues à comunidade, a Asmat realizava o recebimento de materiais recicláveis e orientava os moradores sobre a separação correta dos resíduos. A presidente da associação, Cidinha Nascimento, explicou que a maior parte dos resíduos produzidos diariamente possui potencial para reciclagem e pode gerar renda para famílias que trabalham no setor.

Ela lembrou que ações como a realizada na Praça Sarita Baracat ajudam a sensibilizar a população para a importância da destinação ambientalmente adequada dos resíduos e reforçam o papel da reciclagem na redução do volume de materiais encaminhados aos aterros. Segundo Cidinha, a parceria com o Verde Novo fortalece ainda mais a iniciativa, ao associar a coleta seletiva ao incentivo ao plantio de árvores.

Durante toda a manhã, a movimentação na praça reuniu moradores interessados tanto na entrega de recicláveis, quanto na retirada de mudas. Um deles foi o torneiro mecânico Jo Rodrigo Alves de Paula, que chegou ao local por curiosidade e acabou levando para casa uma muda de limão. A escolha não foi por acaso: ele contou que aprecia a fruta e pretende plantar a árvore em sua residência, elogiando a iniciativa e a oportunidade de contribuir com o meio ambiente.

Representante do Programa Verde Novo entrega uma muda de árvore a uma moradora. As duas sorriem diante do veículo do projeto, simbolizando o incentivo à arborização e ao cuidado ambiental.A vendedora Maria Elenice também foi surpreendida pela ação. Ao passar pela praça, imaginou que as mudas estivessem sendo comercializadas, mas descobriu que a distribuição era gratuita. Apaixonada por plantas, ela levou uma muda de limão para casa e destacou a importância de projetos que incentivam a arborização das cidades e aproximam a população das questões ambientais.

Programa Verde Novo

Criado em 2017 pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo, o Programa Verde Novo tornou-se uma das principais iniciativas socioambientais do Judiciário mato-grossense. Desde sua criação, já distribuiu e plantou mais de 259 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado em diversos municípios do estado, contribuindo para a recuperação das florestas urbanas e para a conscientização ambiental da população.

Ao longo desta Semana do Meio Ambiente, novas ações de plantio e distribuição de mudas serão realizadas pelo programa, reforçando o compromisso do Poder Judiciário com a sustentabilidade e a construção de um ambiente mais saudável para as futuras gerações.

Como participar

Os interessados em receber mudas gratuitamente ou solicitar ações de plantio podem entrar em contato com o Programa Verde Novo pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas, no telefone (65) 3617-3090. Também é possível realizar cadastro como voluntário e participar das próximas atividades de arborização promovidas pelo projeto.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Anderson Borges

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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