Política
Mutirão de Cidadania Social oferta mais de 30 serviços gratuitos neste sábado (27)
Política
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza, neste sábado (27), a 6ª edição do Mutirão da Cidadania Social, uma ação coordenada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), em parceria com diversas instituições públicas e privadas. O evento acontecerá a partir das 8h, no Centro Comunitário – Praça Central, no bairro Chácara dos Pinheiros, em Cuiabá, e oferecerá mais de 30 serviços gratuitos à população, promovendo dignidade, inclusão social e melhoria da qualidade de vida.
“Todos os meses acontece essa ação para atender comunidades mais carentes, que muitas vezes enfrentam dificuldades de acesso aos centros urbanos ou têm limitações com transporte, o que impede a regularização de documentos, a resolução de dívidas ou o acesso a benefícios oferecidos por empresas, como os das áreas de transporte e energia. Além dos atendimentos, o mutirão também oferece momentos de bem-estar, com cortes de cabelo, esmaltação, maquiagem, serviços médicos e atividades educativas e recreativas para as crianças. É uma grande oportunidade e vale muito a pena conferir de perto”, destaca o parlamentar.
O público terá disponível assessoria jurídica, assistência psicológica e orientações sobre saúde mental, balcão de emprego, direcionamentos referentes ao setor imobiliário e de educação superior, doação de mudas, entre outros atendimentos. Os animais de estimação, cachorro ou gato, vão poder ser vacinados. Também, serão servidos lanches e refrigerantes aos presentes, pipoca e algodão doce e pula-pula para a diversão das crianças. A expectativa do evento é atender centenas de pessoas, oferecendo suporte e fortalecendo as comunidades locais.
O público terá acesso a uma ampla gama de serviços, incluindo assessoria jurídica, apoio psicológico, orientações sobre saúde mental, balcão de empregos, informações sobre o setor imobiliário e educação superior, além de distribuição de mudas e outros atendimentos. Também haverá vacinação para cães e gatos. Para garantir um ambiente acolhedor, serão oferecidos lanches, refrigerantes, pipoca e algodão doce, além de atividades recreativas como pula-pula para as crianças. A expectativa é promover cidadania, bem-estar e o fortalecimento das comunidades locais.
Com a iniciativa, Wilson Santos reafirma o seu compromisso com um mandato participativo e voltado para atender as necessidades da população.
Serviço
Evento: 6ª edição do Mutirão da Cidadania Social da ALMT
Local: Centro Comunitário – Praça Central, na Chácara dos Pinheiros, em Cuiabá
Data: 27 de setembro
Horário: 8h às 12h
Fonte: ALMT – MT
Política
Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza
“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Atendimento sem julgamentosDurante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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