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Edna Sampaio assume vaga e ALMT mantém representatividade feminina

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso empossou nesta quarta-feira (13), em sessão plenária, a suplente de deputada estadual Edna Sampaio (PT), na vaga do deputado Valdir Barranco (PT), que se licenciou das atividades parlamentares.

Edna Sampaio foi conduzida ao plenário durante a sessão presidida pelo deputado Júlio Campos (União), leu o termo de posse e destacou o compromisso de lutar pelos direitos das mulheres e das minorias.

“Chego de cabeça erguida, como uma boa cuiabana que sou, como uma mulher negra que vive nesta terra já há muitas gerações. Chego para fazer uma reflexão importante nesse momento em que dados sobre o feminicídio são alarmantes e que colocam o estado de Mato Grosso a frente dos outros estados”, disse Edna Sampaio.

“Se por dois anos consecutivos Mato Grosso apresenta os maiores índices de assassinato de mulheres pelo fato delas serem mulheres, é porque nós fracassamos. Fracassamos enquanto sociedade, poder instituído e políticas públicas. O fracasso é um fracasso coletivo, então a gente precisa identificar onde nós precisamos melhorar para, de fato, preservar a vida de metade da população que é composta por mulheres”, afirmou a parlamentar.

Em discurso, Edna Sampaio destacou ainda que “a principal pauta para o nosso mandato vai ser a defesa das mulheres. Nós vamos apresentar a partir disso alguns projetos, como projetos de igualdade tributária e uma CPI para investigar a violência contra as mulheres aqui no estado, porque queremos entender que a violência contra a mulher não é um fato isolado e nem é algo que está separado das outras pautas”, argumentou.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Escalado para dar as boas-vindas à nova deputada no Parlamento, o deputado Lúdio Cabral (PT), destacou as qualidades da primeira suplente do partido, professora e ativista Edna Sampaio, que teve 16.488 votos. “Sua presença no Parlamento preenche uma lacuna de representatividade. Somos 24, apenas uma deputada mulher titular. Em 190 anos tivemos apenas 11 mulheres deputadas titulares. Essa é uma lacuna que exige reflexão, preenchimento. Sua presença vem preencher essa lacuna”, destacou o deputado.

Suplência – Eleita primeira suplente da sigla, Edna Sampaio exercerá o mandato por 60 dias. No primeiro mês, assume a vaga deixada temporariamente por Valdir Barranco e, em setembro, ocupará o lugar do deputado Lúdio Cabral.

Fonte: ALMT – MT

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Gisela deixa cargo em secretaria em aberto e condiciona decisão à transição

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A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), ainda não definiu qual será sua função na próxima gestão de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ela não descarta assumir uma secretaria estadual, mas afirma que qualquer decisão dependerá da análise das necessidades do governo durante o período de transição.

Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, Gisela explicou que uma comissão deverá avaliar o funcionamento das pastas, identificar os resultados positivos e apontar os setores que precisam de mudanças. O trabalho deve começar após o segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo ela, a proposta é contribuir para a construção de uma administração alinhada ao perfil de Pivetta, considerando os resultados alcançados nos últimos anos e os desafios que ainda precisam ser enfrentados.

“Diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança”, afirmou.

Embora tenha defendido maior protagonismo durante a campanha, Gisela adotou cautela ao falar sobre a possibilidade de comandar uma secretaria. A vice-governadora eleita ressaltou que não há, até o momento, um acordo fechado sobre a função que poderá exercer além das atribuições próprias do cargo.

Ao comentar a experiência de Pivetta como vice-governador de Mauro Mendes, Gisela destacou que ele conseguiu contribuir com a administração sem necessariamente assumir o comando de uma pasta. Para ela, a atuação na próxima gestão deverá considerar as características de cada integrante do Executivo.

“Às vezes pode ser que, diante da transição e diante do que a gente observar, pode ser que seja necessário, mas não tem nada construído ainda”, declarou.

Gisela foi escolhida para compor a chapa de Pivetta após mudanças nas articulações políticas que antecederam a eleição. A futura vice-governadora afirmou que pretende participar da avaliação da máquina pública antes de definir como poderá colaborar com a nova administração.

A composição do secretariado e a distribuição das funções no governo, portanto, seguem em aberto. A expectativa é que as definições avancem após o diagnóstico da equipe de transição, levando em conta as prioridades e as necessidades identificadas em cada área.

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