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Acadêmicos de Direito destacam aprendizado prático em visita ao TJMT

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Para muitos estudantes de Direito, o funcionamento do Poder Judiciário costuma ser conhecido primeiro pelos livros e pelas explicações em sala de aula. Nesta terça-feira (12), cerca de 25 acadêmicos da Universidade de Cuiabá (Unic – Pantanal) tiveram a oportunidade de vivenciar essa realidade de perto por meio do projeto Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT)

Os alunos, do 7º ao 10º semestre participaram de uma programação que incluiu visita guiada por diversos setores, incluindo o Espaço Memória, que conta com um acervo histórico do TJMT. Também acompanharam uma sessão de julgamento da Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo e tiveram um bate-papo com o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.

Para a acadêmica Millena Maria Moraes Sobrinho, do 7º semestre, a experiência superou as expectativas e ajudou a aproximar o conteúdo estudado da prática vivida dentro do Judiciário. Segundo ela, acompanhar o funcionamento do Tribunal e conhecer a história da instituição tornou o aprendizado ainda mais significativo.

“O que eu esperava foi suprido. Realmente foi uma experiência muito boa e que vou levar para vida tudo que vivi hoje aqui. Conseguimos ver como realmente funciona na prática o que aprendemos em sala de aula. Na prática é um pouco diferente, mas é essencial para o nosso aprendizado”, disse a estudante.

A acadêmica Júlia Maria Luz Santos Conceição, também do 7º semestre, destacou a importância da visita técnica para a formação dos futuros profissionais do Direito. Ela ressaltou que assistir a uma sessão de julgamento ajudou os alunos a compreenderem melhor os temas discutidos durante as aulas na universidade.

“Foi ótimo aprender assistindo uma sessão de julgamento. Foi falado sobre agravo, que é algo que a gente aprendeu na teoria, mas ver na prática é melhor ainda. Para nós é de grande importância fazer essa visita, conhecer o funcionamento, e tenho certeza que todos os alunos gostaram muito do que aprenderam”, comentou Júlia.

Professora da turma, Tarcila Graciana de Souza explicou que a aproximação entre universidade e Judiciário é fundamental para a formação acadêmica. Segundo ela, além de proporcionar conhecimento aos estudantes, as visitas também ajudam os próprios professores a trazer exemplos reais para dentro da sala de aula.

“Entendo que esse momento é muito importante para os alunos e para mim. Toda vez que trago meus alunos para esse projeto, eu também aprendo. Sempre tem uma fala de algum magistrado ou um julgamento que presto atenção e consigo ver elementos que são ensinados em sala. Muitas vezes eu vejo os exemplos e consigo repassar para eles nas aulas”, explicou a professora.

Durante o encontro, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues falou sobre a importância de compartilhar experiências com as novas gerações. “O Nosso Judiciário é uma ação importante para mostrar que a justiça é uma das atividades mais importantes para evolução da sociedade. Uma sociedade sem justiça não pode ser considerada civilizada”, disse o desembargador.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Gisela deixa cargo em secretaria em aberto e condiciona decisão à transição

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A vice-governadora eleita de Mato Grosso, Gisela Simona (União Brasil), ainda não definiu qual será sua função na próxima gestão de Otaviano Pivetta (Republicanos). Ela não descarta assumir uma secretaria estadual, mas afirma que qualquer decisão dependerá da análise das necessidades do governo durante o período de transição.

Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, Gisela explicou que uma comissão deverá avaliar o funcionamento das pastas, identificar os resultados positivos e apontar os setores que precisam de mudanças. O trabalho deve começar após o segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo ela, a proposta é contribuir para a construção de uma administração alinhada ao perfil de Pivetta, considerando os resultados alcançados nos últimos anos e os desafios que ainda precisam ser enfrentados.

“Diante desse levantamento, que vou estar junto a essa comissão, é que a gente vai definir onde a gente pode ser mais importante para a governança”, afirmou.

Embora tenha defendido maior protagonismo durante a campanha, Gisela adotou cautela ao falar sobre a possibilidade de comandar uma secretaria. A vice-governadora eleita ressaltou que não há, até o momento, um acordo fechado sobre a função que poderá exercer além das atribuições próprias do cargo.

Ao comentar a experiência de Pivetta como vice-governador de Mauro Mendes, Gisela destacou que ele conseguiu contribuir com a administração sem necessariamente assumir o comando de uma pasta. Para ela, a atuação na próxima gestão deverá considerar as características de cada integrante do Executivo.

“Às vezes pode ser que, diante da transição e diante do que a gente observar, pode ser que seja necessário, mas não tem nada construído ainda”, declarou.

Gisela foi escolhida para compor a chapa de Pivetta após mudanças nas articulações políticas que antecederam a eleição. A futura vice-governadora afirmou que pretende participar da avaliação da máquina pública antes de definir como poderá colaborar com a nova administração.

A composição do secretariado e a distribuição das funções no governo, portanto, seguem em aberto. A expectativa é que as definições avancem após o diagnóstico da equipe de transição, levando em conta as prioridades e as necessidades identificadas em cada área.

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