Polícia
Polícia Civil se prepara para a Conferência Recupera MT no mês de outubro em Cuiabá
Polícia
A Polícia Civil de Mato Grosso se prepara para participar da Conferência Recupera MT, nos dias 2 e 3 de outubro, em Cuiabá, que reunirá magistrados, promotores, delegados de polícia, entre outros servidores do sistema de justiça de todo país.
Buscando articulação das instituições, o IV Encontro Nacional da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Conferência Recupera MT), será realizado no auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O evento promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), conta com a parceria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça e Escola Superior da Magistratura, Polícia Civil de Mato Grosso e Ministério Público Estadual.
Nos dois dias serão discutidas a recuperação de bens oriundos de atividades ilícitas com foco na descapitalização de organizações criminosas, a ampliação e cooperação entre órgãos federais e estaduais do sistema de justiça e das forças de segurança.
Representando a Polícia Civil mato-grossense, 60 delegados de polícia atuantes na capital e interior do estado participarão da Conferência Recupera MT.
A programação também conta com a presença de dois delegados da instituição, que farão as apresentações no Painel 5 (tema: Confisco Alargado) e Painel 6 (tema: A Problemática da Apreensão de Criptomoedas).
Para o delegado-geral da Polícia Civil, Rodrigo Bastos da Silva, a atuação estratégica da Polícia Civil no combate ao crime organizado passa necessariamente pela recuperação de ativos das organizações criminosas, com a reversão para a própria força de segurança pública.
Conforme o coordenador de Informações Financeiras e Recuperação de Ativos (Cifra), da Polícia Civil, Luiz Henrique Damasceno, a recuperação de ativos é primordial ser discutida pelos Órgãos que compõem o sistema criminal, uma vez que para enfrentar o crime organizado não basta identificar autoria e materializada.
“É necessário descapitalizar e em especial reverter o recurso em investimentos para as forças de segurança pública”, destacou o delegado Luiz Henrique Damasceno.
Serviço
Evento: Conferência Recupera MT
Datas: 2 e 3 de outubro de 2025
Horários: 2/10, 8h-12h e 14h-18h; 3/10, 9h-12h e 14h-18h
Local: Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite – TJMT
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados
A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.
Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.
A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.
“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.
A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.
Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.
A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.
“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.
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