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Polícia Civil prende homem investigado por exploração sexual de adolescentes

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A Polícia Civil cumpriu, nesta quarta-feira (01.7), em Vera, um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra um homem, de 52 anos, investigado pelo crime de favorecimento de prostituição de criança, adolescente ou vulnerável.

De acordo com as investigações, realizadas pela equipe da Delegacia de Vera, o acusado utilizava vantagens econômicas para aliciar as vítimas. Ele oferecia dinheiro e benefícios às adolescentes em troca de favores sexuais e do envio de fotos íntimas.

Ao todo, quatro adolescentes denunciaram o suspeito em Vera. A apuração policial confirmou a veracidade dos relatos por meio de provas técnicas. Entre as evidências obtidas, há a quebra de sigilo bancário do suspeito, que comprovou transferências financeiras diretas para uma adolescente de apenas 13 anos.

A ficha criminal do investigado aponta ainda para a reiteração das condutas ilícitas em mais de um município. Somente na Delegacia de Vera, o homem já foi indiciado em dois inquéritos pelo mesmo crime, envolvendo vítimas diferentes, além de registrar indiciamentos por outros delitos.

Além disso, a conduta criminosa se estendia também para cidades vizinhas. O investigado também foi indiciado em um inquérito policial na cidade de Feliz Natal, pela prática do mesmo crime, onde foi identificada mais uma vítima.

Diante da gravidade dos fatos e do risco de continuidade das práticas criminosas, o delegado Jailson Peres da Silva, titular da unidade de Vera, representou pela prisão preventiva e pelas buscas na residência do acusado, medidas que foram deferidas pelo Poder Judiciário e cumpridas nesta quarta-feira.

Durante a ação, os investigadores apreenderam dois aparelhos celulares, que serão submetidos a análise pericial e extração de dados autorizada.

“Os arquivos e históricos de conversas poderão contribuir para robustecer as investigações, cruzar dados entre os municípios e identificar possíveis novas vítimas”, afirmou o delegado Jailson Peres da Silva.

O preso segue à disposição da Justiça e as investigações continuam para identificar possíveis outras vítimas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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