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Polícia Civil deflagra terceira fase de operação e prende quatro pessoas em Água Boa

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A Polícia Civil prendeu quatro pessoas envolvidas em crimes patrimoniais e grupos criminosos, durante diligências realizadas na quarta-feira (27.8), em Água Boa (a 730 km de Cuiabá).

As ações fazem parte da 3ª fase da Operação Eclipse, deflagrada para realizar diversas ações policiais visando fortalecer o enfrentamento à criminalidade, além de desarticular e descapitalizar núcleos locais de facções criminosas instaladas na região de Água Boa.

A primeira prisão ocorreu no início da manhã, quando os policiais civis identificaram um casal que havia acabado de furtar uma peça automotiva de um caminhão, no bairro Guarujá Expansão.

O homem e a mulher foram reconhecidos após análise das câmeras de segurança instaladas no local. Ambos foram surpreendidos em flagrante e autuados pelo crime de furto qualificado por concurso de pessoas.

Na sequência, os investigadores de Água Boa localizaram e prenderam um homem foragido da Justiça. O procurado é apontado como integrante de facção criminosa e estava com a ordem de prisão preventiva expedida pelo juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

O quarto suspeito foi preso por esconder o foragido em sua residência e tentar impedir sua captura ao negar informações à equipe policial. Ele responderá a Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por favorecimento pessoal. Seu aparelho celular também foi apreendido para perícia.

Conforme o delegado Bruno Gomes, as medidas pontuais realizadas pela Polícia Civil reforçam o trabalho de repressão qualificada de crimes patrimoniais e à responsabilização de indivíduos vinculados a facções criminosas. O objetivo é ampliar a capacidade investigativa e preventiva na região, com foco especial no desmantelamento de células locais de grupos criminosos.

“Essas ações demonstram o compromisso permanente da Polícia Civil com a segurança da população de Água Boa, garantindo a ordem pública e buscando o fortalecimento institucional”, destacou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados

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A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.

Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.

A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.

“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.

A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.

Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.

A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.

“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.

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