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Polícia Civil deflagra operação e desarticula célula de facção criminosa em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25.9), a Operação Rastro Oculto, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que atua com o tráfico de drogas em Cuiabá.

Na ação desencadeada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), são cumpridas nove ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra os integrantes da facção, todos com endereços na capital mato-grossense. Os suspeitos são investigados por crimes de tráfico de drogas e formação de organização criminosa.

A operação é resultado de um trabalho investigativo que começou em 29 de janeiro de 2025, quando três alvos foram presos em flagrante por tráfico de drogas, em Cuiabá. Na ocasião, foram apreendidas substâncias entorpecentes, R$ 1.017,00 em dinheiro, cestas básicas utilizadas para assistencialismo e quatro aparelhos celulares.

A análise destes celulares, que foi realizada pelos investigadores da Denarc e com autorização da Justiça, revelou uma rede criminosa estruturada e levou à identificação de novos envolvidos no esquema.

As investigações da Denarc identificaram um grupo criminoso com hierarquia bem definida, operando em três níveis distintos de coordenação, distribuição local e operações financeiras, com disponibilização de contas bancárias para movimentar recursos provenientes do tráfico em contas próprias e de terceiros.

Além disso, as investigações revelaram que o grupo possui características típicas de facção criminosa, incluindo controle territorial estabelecido, padronização de preços de drogas, sistema de cadastramento de vendedores (“lojistas”), divisão especializada de funções e utilização de jargões específicos do meio criminoso.

Somado a isso, o esquema criminoso utilizava ainda estratégias para mascarar suas atividades, incluindo a distribuição de cestas básicas para conquistar a simpatia da comunidade local.

“A operação representa mais um passo no combate às facções criminosas que atuam na região de Cuiabá, demonstrando a capacidade investigativa da polícia em identificar e desarticular grupos criminosos estruturados voltados ao narcotráfico”, afirmou o delegado da Denarc, Eduardo Ribeiro.

As investigações continuam em andamento, e novos desdobramentos podem surgir conforme o avanço das diligências policiais realizadas nesta quinta-feira.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende plantonista após paciente ser encontrado morto em clínica em Cuiabá

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A Polícia Civil efetuou, na manhã deste domingo (31.5), a prisão em flagrante de um homem, de 42 anos, plantonista de uma clínica localizada no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá. Ele foi autuado pela prática dos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, tendo como vítima o interno Alessandro Sidinei Braga, 38 anos.

A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá foi acionada para atendimento de ocorrência inicialmente registrada como suicídio por enforcamento. No local, os investigadores encontraram a vítima já sem vida, com marcas de corda no pescoço.

O preso, único responsável pelo plantão noturno da ala que abriga mais 42 internos, apresentou a versão de que Alessandro teria se enforcado na janela do quarto. Todavia, após a chegada da perícia técnica, constataram-se inconsistências entre os vestígios materiais e a narrativa apresentada.

Diante das contradições, a equipe policial intensificou as entrevistas no local e ouviu internos e funcionários, levantamento que resultou na voz de prisão ao suspeito.

Em seu interrogatório, ele confessou ter forjado a cena do crime e admitiu que solicitou a uma testemunha, também interno e aparente funcionário, que confirmasse a falsa narrativa. A testemunha, por sua vez, negou a versão e manifestou temor por sua integridade física, receando represálias do autor.

Com base nas entrevistas, na confissão da fraude e na preliminar das periciais, a Polícia Civil chegou à provável dinâmica dos fatos.

Durante a madrugada do domingo (31.05), o investigado, (apura-se ainda se teve ajuda de alguém) conteve a vítima, que estava alterada, mediante aplicação de um golpe “mata-leão” ou até mesmo com a corda levada para amarrá-la, e depois a amarrou com os braços para trás.

Após a contenção, trancou Alessandro no quarto com outros internos e não mais retornou para verificar seu estado, encontrando-o morto somente pela manhã.

Em sede policial, chegou-se à conclusão preliminar de que o próprio plantonista foi o provável autor direto do enforcamento que vitimou Alessandro, utilizando a corda que estava sob seu domínio exclusivo.

Em linha subsidiária, ainda que não tenha executado diretamente a ação de apertar o laço, o investigado, na qualidade de garantidor da integridade do interno (art. 13, §2º, do Código Penal), assumiu o risco do resultado morte ao abandonar a vítima completamente imobilizada e indefesa.

“Aguarda-se, agora, a conclusão dos laudos periciais definitivos, em especial os exames de necropsia, local e local de crime, para que se possa confirmar ou até melhorar a dinâmica dos acontecimentos, bem como estabelecer, com maior precisão técnica, o exato mecanismo do óbito e a efetiva participação do autuado, e até outros envolvidos, na consumação do homicídio”, afirmou o delegado Michael Paes.

O autuado foi conduzido à DHPP, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante pelos crimes de homicídio doloso consumado (art. 121, caput, do CP) e fraude processual (art. 347, parágrafo único, do CP).

A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade concreta da conduta e o risco de obstrução da instrução criminal, evidenciado pela tentativa de forjar o suicídio e coagir testemunhas.

O inquérito policial segue em andamento para a completa elucidação dos fatos, sendo que as investigações prosseguem, inclusive para apurar a possível participação de terceiros.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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