Polícia
Polícia Civil apreende caminhão que distribuía cestas básicas para facção criminosa na região de fronteira
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Um caminhão, carregado de cestas básicas, foi apreendido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (3.9), em ação realizada pela Delegacia de Mirassol d’Oeste. Os produtos eram distribuídos por membros de uma facção criminosa em locais investigados como ponto de venda de drogas na região de fronteira.
As investigações foram iniciadas depois que os policiais da Delegacia de Mirassol d’Oeste receberam informações das Delegacias de Comodoro e de Pontes e Lacerda, que indicavam que um caminhão-baú estava sendo utilizado por uma facção criminosa para distribuir cestas básicas nas cidades de Mato Grosso.
As entregas estavam ocorrendo nos municípios que estão em região de fronteira. A distribuição mais recente foi realizada em uma boca de fumo em São José dos Quatro Marcos. As informações apontavam, ainda, que a próxima entrega seria realizada na cidade de Mirassol d’Oeste.
Com base nas informações, os policiais de Mirassol d’Oeste passaram a monitorar por meio de câmeras de segurança e verificaram o momento em que o veículo entrou na cidade. O caminhão-baú seguiu para um bar, onde começou a descarregar as cestas básicas.
Os policiais realizaram a abordagem do motorista e do responsável pelo descarregamento do material. Questionados, eles confessaram que estavam há mais de 15 dias realizando as entregas das cestas básicas em várias cidades. Diante das evidências, as cestas básicas e notas fiscais foram apreendidas.
Os responsáveis pelas entregas foram conduzidos à Delegacia de Mirassol d’Oeste para prestar esclarecimentos, sendo posteriormente liberados. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Ataíde, todas as evidências indicam que os materiais apreendidos eram destinados por membros da facção criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Sindicato cobra solução urgente para descontos de consignados
A recente Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra fraudes bilionárias em empréstimos consignados, comprova o que o SINDSPPEN-MT e diversas outras entidades representativas do funcionalismo público de Mato Grosso denunciam há tempos.
Com a retomada recente dos descontos em folha, os valores cobrados dos servidores passaram a ser retidos e depositados em uma conta sob o controle direto do governo do Estado até que as investigações sejam concluídas. O SINDSPPEN-MT e as demais representações sindicais avaliam que, embora a medida impeça que o dinheiro chegue às empresas sob suspeita, ela não resolve o problema principal. Na prática, o funcionalismo público continua sofrendo o desconto mensal e vendo sua renda familiar minguar.
A ação da Polícia Federal dá força à cobrança coletiva por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No entanto, as lideranças sindicais alertam que os trabalhadores não podem ficar esperando os ritos e prazos políticos do parlamento.
“Apoiamos as investigações e a instalação da CPI na Assembleia, mas precisamos ser realistas. Uma comissão parlamentar leva meses para apresentar resultados, e as parcelas são cobradas todo mês. O policial penal e todos os demais servidores precisam de uma solução agora. A geladeira não espera a conclusão de um relatório político”, pontua Lucivaldo Vieira de Sousa, presidente do SINDSPPEN-MT.
A demora para uma decisão definitiva sobre esses contratos tem empurrado milhares de profissionais de diferentes setores do Estado para o superendividamento.
Com a confirmação de que instituições que operavam no sistema do estado são alvo da Polícia Federal, as representações dos servidores defendem que o governo estadual utilize suas prerrogativas para anular os contratos considerados lesivos e abusivos.
A proposta das entidades é que o Estado não se limite a guardar o dinheiro descontado, mas sim que adote uma postura para suspender de vez as cobranças das operadoras investigadas. Essa medida deve garantir que nenhum trabalhador seja punido com restrições em seu nome ou juros adicionais durante o impasse judicial.
“Estamos lidando com a subsistência de pais e mães de família de todas as áreas do serviço público de Mato Grosso. O salário do servidor não pode continuar retido para alimentar uma disputa jurídica sem prazo para acabar. Queremos uma resposta rápida do Estado”, cobra a presidência do SINDSPPEN-MT.
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