Polícia
PM prende suspeito por estupro de vulnerável contra afilhada em Cáceres
Polícia
Equipes militares do 6º Batalhão prenderam em flagrante, na noite deste domingo (6.7), um homem, de 59 anos, suspeito por estupro de vulnerável, contra a própria afilhada, de 14 anos, no bairro Cidade Nova, em Cáceres (220 km de Cuiabá). A vítima relatou que foi trancada em um quarto e sofreu ameaças caso denunciasse a situação a alguém.
De acordo com boletim de ocorrência, a mãe da vítima relatou que ambas moram no município de Porto Esperidião e que estava na cidade apenas por passeio na casa de familiares. Ao conversar com a filha, percebeu que a menor estava nervosa e começou a chorar.
Questionada sobre a situação, a jovem relatou que enquanto estava dormindo, seu padrinho entrou no quarto e trancou a porta. Ela acordou com o suspeito em cima da cama. O homem deixou a menina apenas com roupas íntimas e passou as mãos em seus órgãos genitais.
A vítima afirmou que mandou o homem sair, no entanto foi obrigada a ficar quieta. A adolescente ressaltou que já foi abusada outras vezes e que o suspeito sempre ameaçava de matar a mãe da vítima caso contasse para alguém.
Diante da denúncia, os policiais militares intensificaram o policiamento no município em busca do suspeito, que foi encontrado em uma outra casa. O suspeito apresentou resistência no momento da prisão e foi encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
Polícia
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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